08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 6 min

TÊNIS BAURUENSE

É certo que o tênis bauruense já não ocupa o mesmo lugar de destaque no cenário nacional como nos anos 70 e 80. Época em que chegou a ter cinco tenistas entre os 12 primeiros do Brasil, na categoria adultos: Julio Góes (Méca), Roger Guedes, Celso Sacomandi, Renato Joaquim e Edvaldo Oliveira. Naquele tempo não havia Internet, curso disso, curso daquilo... A diversão era jogar tênis e nadar (no verão). A grande maioria dos tenistas treinava entre três a quatro horas diariamente. Mas isso não era sofrimento. Não tinha outra coisa pra fazer, além disso, estar numa quadra de tênis era uma satisfação. Hoje os tempos são outros. A garotada não tem muito tempo para os treinos. Precisam cumprir diariamente um número enorme de atividades além da escola, sobrando pouco tempo para se dedicarem ao tênis. É evidente que isso acontece também com as outras modalidades de esporte, assim como em outras cidades. Mesmo assim, o ranking divulgado pela Federação Paulista de Tênis, na semana passada, mostra que dois bauruenses lideram a classificação em suas categorias, fato que é um privilegio de poucos grandes clubes. Nas categorias: 1a Classe e 18 MA, André Cury e Daniel Bustamante (Preve-Objetivo), respectivamente, aparecem em primeiro. Na categoria até 10 anos, Caio Joaquim Bergamini está em quarto lugar. Matheus Beckers de Almeida é o 11o na categoria 11MB. Daniel Bustamante também está no ranking da categoria 1a classe, na 11a posição. Vários outros ocupam posições entre os 30 primeiros.

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CAMPEONATO DA POLÍCIA MILITAR

O 1º campeonato de tênis da Polícia Militar, organizado pelo Capitão Fabiano de Almeida Serpa, está chegando ao final da primeira fase com a definição dos grupos. No grupo 1, o 1º colocado foi o Sargento Neto, com o Soldado Pelegrina em 2o. No grupo 2, o Capitão Serpa ficou em 1º e o 2o ainda será definido entre o comandante da Polícia Militar, Tenente Coronel Nelson Garcia Filho e o Subtenente Cabrera. A próxima fase terá os jogos de semifinais envolvendo os dois primeiros colocados de cada grupo. Os vencedores disputam a grande final no dia 6 de maio. Os jogos estão acontecendo nas quadras do Bauru Tênis Clube. NB Sports (bolas), UNIBAU Malharia (camisetas), CREDMIL (troféus e medalhas) e Bauru Tênis Clube (cessão de quadras) patrocinam o evento.

MAIS UM TÍTULO

No Campeonato Aberto de Tênis disputado na Sociedade Hípica de Campinas, Caio Joaquim Bergamini, disputando na categoria 9/10 anos, venceu pela sexta vez no ano. A final que foi contra o tenista de Marília, Luigi Frizzarini, foi vencida pelo bauruense por 6/2 e 7/5.

GUGA

Diferente de outros ídolos do esporte brasileiro, que depois de encerrar a carreira viraram políticos, Gustavo Kuerten (Guga) disse que também foi convidado, mas não aceitou. Comentou que por enquanto seu papel político está no Instituto Guga Kuerten. Guga também rejeitou a proposta de ganhar uma estátua na capital catarinense, sua cidade natal. "Já pensou eu passando em frente à minha estátua? Deus me livre", disse.

MELHOR DO SAIBRO

O espanhol Rafael Nadal ganhou pela sétima vez consecutiva o Masters 1000 de Monte Carlo. Para seu adversário da final, o também espanhol David Ferrer, Nadal é o melhor jogador da história em quadras de saibro. Também para quem o assiste e não viram os tenistas do passado, isso não deixa de ser uma verdade. Nas décadas de 70 e 80 havia o sueco Bjorn Borg, também praticamente imbatível em quadras desse piso. Difícil dizer quem seria o melhor. Antes as raquetes eram de madeira, o que tornava mais difícil imprimir velocidade à bola. Hoje as raquetes ajudam mais, por outro lado os jogadores são mais velozes e melhor preparados fisicamente. Então cada um é o melhor em sua época. Seria o mesmo que na Fórmula 1 querer saber quem é o melhor da história. Se o argentino Juan Manuel Jangio, o alemão Schumacher ou mesmo o brasileiro Ayrton Senna. Acredito que até para os mais entendidos do assunto seria difícil responder. Cada qual tinha um tipo de equipamento nas mãos e com eles foram os melhores de suas épocas. No tênis é a mesma coisa.

BRASIL NO PÓDIO

O tênis brasileiro esteve no pódio no Masters 1000 de Monte Carlo, encerrado no último domingo. Bruno Soares, tendo como parceiro o argentino Juan Ignácio Chela, foi vice-campeão de duplas. A dupla campeã era formada pelos irmãos Mike e Bob Bryan (EUA), que venceu a Soares/Chela por 2 sets a 0.


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DICA


Muitos jogadores do clube pensam no primeiro saque como uma arma. Mas quando necessitam do segundo saque mudam sua mentalidade e apenas tentam colocá-lo dentro da área de saque. Isso é um grande erro porque sua velocidade e direção vão determinar ritmo do ponto. Se você apenas colocá-lo na quadra, certamente será atacado já a partir da sua devolução. Se por medo, ficar mais tenso antes de executar o segundo saque fará com que não consiga fazer o movimento natural (solto). Isso pode acarretar algumas duplas faltas ou mesmo um saque sem velocidade e efeito. Outro fator de muita importância no saque é arremessar a bola no lugar desejado. Para isso, treine em segurar (levemente) a bola na ponta dos dedos e ao levantar o braço só abra a mão para soltar a bola quando o braço estiver totalmente estendido. Isso faz com que a bola não viaje muito fora da sua mão, portanto, as chances de ela desviar são menores, principalmente em dias de vento. Muitos jogadores, quando na execução do segundo saque por medo de mandá-la pra fora, arremessam a bola muito baixa. Também é comum ver jogadores tentando o primeiro saque com muita força, mas que raramente vão dentro da quadra e então jogam dependendo de um segundo saque fraco com menos da metade da velocidade do primeiro. Um bom primeiro saque deve ir dentro da quadra em 60% a 70% das vezes e o segundo saque, para ser considerado bom, deve ter uma velocidade de no mínimo 2/3 da velocidade do primeiro.

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CURIOSIDADE


O brasileiro Gustavo Kuerten (Guga) também já venceu em Monte Carlo. Em sua terceira participação no torneio, no ano de 1999, Guga venceu o chileno Marcelo Rios na final. Durante a cerimônia de premiação, ainda dentro da quadra com lágrimas nos olhos, disse: "É uma sensação muito boa estar aqui e ver a bandeira brasileira no alto. A última vez que vi a bandeira do Brasil em Monte Carlo foi com Ayrton Senna. Estou orgulhoso de meu país e sei que, assim como os brasileiros faziam aos domingos com o Senna, torceram muito por mim também". Dois anos depois, em 2001, Guga ganhou outra vez em Monte Carlo. Dessa vez, venceu o marroquino Hicham Arazi na final.