Tóquio - Uma dupla de robôs entrou em 3 dos 6 reatores da usina nuclear de Fukushima 1 e detectou níveis de radioatividade excessivamente elevados para que técnicos possam entrar de novo no local.
Havia a expectativa de que já fosse possível o retorno de trabalhadores ao local para a continuidade dos esforços de resfriamento dos núcleos dos reatores, a fim de evitar o superaquecimento e um consequente agravamento da crise nuclear que atinge o Japão.
Os técnicos da Tepco, empresa que gerencia a usina de Fukushima -que foi afetada pelo megaterremoto seguido de tsunami de 11 de março-, não entram nos prédios dos reatores desde os primeiros dias depois da catástrofe.
Explosões que danificaram o teto dos prédios e parte do sistema de contenção dos reatores tornaram excessivamente alto o risco do ingresso no local para os técnicos. O resultado das medições, porém, não alterou o cronograma de nove meses anunciado na véspera pela empresa para solucionar a crise.
O governo japonês proibiu ontem a venda do cogumelo shitake cultivado em 16 localidades da prefeitura de Fukushima. O secretário de Gabinete, Yukio Edano, disse que a proibição é consequência dos altos níveis de radiação detectados no cogumelo, muito comum na alimentação dos japoneses.