Há aproximadamente um ano e sete meses do início dos Jogos Abertos do Interior (JAIs) 2012 em Bauru, pouco já foi feito na cidade para melhorar a infraestrutura dos espaços esportivos para receber cerca de 20 mil pessoas, entre atletas e dirigentes, e representantes de mais de 200 municípios do Estado de São Paulo. Há mais de 20 anos sem investimentos, os problemas nos estádios distritais e ginásios se acumularam e a falta de estrutura adequada é visível e salta aos olhos em uma rápida visita nesses locais. Apesar disso, a expectativa do Executivo é que as obras estejam prontas até o final de outubro de 2012, uma vez que os Jogos devem ser realizados na primeira quinzena de novembro.
Com o prazo em ritmo de contagem regressiva, e as enormes demandas ainda a serem solucionadas nas praças esportivas, a Prefeitura bauruense tenta começar a "correr atrás do prejuízo". Ontem, uma comissão integrada por secretários, engenheiros e diretores das secretarias de Planejamento (Seplan), Esporte e Lazer (Semel) e Obras vistoriou os estádios distritais Edmundo Coube e Silvio de Magalhães Padilha e o ginásio de esportes "Panela de Pressão", anexo ao Estádio Alfredo de Castilho, do Noroeste.
As visitas, que contaram com a presença dos secretários José Carlos Batata, de Esportes e Lazer, e Rodrigo Said, do Planejamento, têm por objetivo ajudar o Executivo a traçar um plano de ações relativo à organização da competição. Cada estádio tem problemas peculiares e demandam de verbas e estruturas específicas.
As necessidades de reformas precisam atender questões de comodidade do público, condições para competições, garantir estrutura física para conter água da chuva e calor, entre outros aspectos. "A Seplan vai estudar e projetar as estruturas e obras necessárias para dar suporte para adequação dos locais onde serão realizadas as provas esportivas", salientou Said.
Cedesp
No estádio distrital Edmundo Coube, a construção do complexo esportivo Centro de Desenvolvimento Esportivo (Cedesp), que agregaria ginásio, campo de futebol, piscina olímpica, entre outros equipamentos, é um adas principais obras de infraestrutura esportiva planejada para a edição bauruense dos Jogos Abertos em 2012.
Através do Cedesp, o estádio poderia expandir sua capacidade de público e estaria mais preparado para receber eventos esportivos de maior porte. Para tornar viável a obra, conforme já noticiou o JC, o custo total estimado do Cedesp poderia chegar a R$ 12 milhões.
Batata adiantou que fará a estudo da possível construção de uma piscina olímpica, que integrará o Cedesp. Ainda de acordo com o secretário, o município vai, muito provavelmente, poder contar com verbas vindas do governo federal para alavancar obras do Cedesp. "Já foi feito contato com Orlando Silva, ministro do Esporte, que se colocou à disposição. Mas para definir qual o valor desse verba que seria realmente destinada, a prefeitura precisa enviar os projetos com detalhamento das demandas, indicando o orçamento", apontou Batata.
Dentro de outras demandas para que o estádio possa contar com o Cedesp, há também a urgência de uma pista oficial de atletismo com piso sintético, que é recomendado pelo Comitê Organizador dos Jogos.
Por outro lado, Said disse que o grande desafio será readequar o sistema de captação de águas pluviais às margens da pista, porque as bocas de lobo ali existentes terão de ser fechadas para evitar possíveis acidentes com os atletas durante as corridas. Já o Padilhão deve ampliar a cobertura da arquibancada, que passará ainda por pinturas. Outra proposta se refere a reparos das canchas de malha e bocha.
Panela de Pressão
Para competir nas modalidades de basquete e vôlei, o ginásio de esportes "Panela de Pressão", do Noroeste, deve passar por ampla reforma, que ainda não saiu do papel. A estrutura atual do espaço é crítica e remete a um cenário de abandono. Para tornar o ginásio mais agradável e reabri-lo ao público, Batata ressalta que o piso de madeira do atual espaço precisará ser trocado e que a cobertura do ginásio poderá receber revestimento de manta asfáltica, adequada para abafar o som e impedir entrada de chuva.
Há pretensão, ainda, de trocar as janelas do local por estruturas vazadas, que possam garantir a iluminação e ventilação do local. De acordo com o secretário de Esportes, as obras da Panela devem acontecer em pouco tempo, já que a licitação já foi disparada. Pintura externa e interna, construção de uma recepção, entre outros aspectos, também estão incluídos na reforma do ginásio. "Os gastos podem devem chegar a R$ 300 mil", informou Batata.