10 de julho de 2026
Política

Um ano depois de apitaço, Mauá continua interditado

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Na última sexta-feira, o apitaço que reuniu dezenas de pessoas que protestavam contra a demora para a reforma do viaduto Mauá completou um ano. O projeto para a recuperação do equipamento, avaliado em R$ 1,2 milhão, já está pronto desde outubro do ano passado, mas a obra ainda não foi licitada.

No dia 15 de abril do ano passado, o vereador Fabiano Mariano (PDT) liderou um manifestação popular no viaduto. Moradores da região da Vila Falcão, motoristas e pedestres que passavam pelo local participaram da mobilização cobrando providências sobre a demora na solução do problema. Um mês depois do apitaço, foi contratado um estudo para definir o que seria feito com o viaduto, uma vez que até sua demolição era cogitada.

Construído nos anos 50, o viaduto Mauá faz a ligação entre as regiões central e oeste da cidade, como a área da Vila Falcão. O estudo elaborado pela Ieme Brasil Engenharia Consultiva S/C Ltda, mostrou que o equipamento viário apresentava danos em seus pilares, cabeceira e tabuleiros, mas apontou que a reforma era a saída mais viável.

O viaduto 9 de Julho (Nuno de Assis), que compõe o sistema viário local, também foi avaliado. Como apresentava desgaste em sua cabeceira, o estudo também apontou que a estrutura deveria ser recuperada.

Interditado desde 19 de setembro de 2008, o Mauá deverá permanecer proibido ao tráfego de veículos por mais alguns meses. De acordo com a Secretaria Municipal de Obras, o edital para a contratação da empresa que executará o serviço ainda não foi concluído. Em outubro do ano passado, o secretário municipal de Obras, Eliseu Areco Neto, afirmou que a expectativa do município era que até julho deste ano os viadutos já estariam entregues a população. Porém, como nem a licitação da construtora foi iniciada, essa previsão dificilmente será atingida.

Na sessão dos vereadores da última segunda-feira, Fabiano Mariano voltou a cobrar do Poder Executivo a execução da reforma. Ele afirmou que ser for necessário irá realizar um novo apitaço para agilizar o processo.