11 de julho de 2026
Política

Declaração do caso Sear em em cartório surge após 1 ano

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Uma declaração registrada em cartório há pouco mais de um ano por um funcionário da Sear é mais um elemento trazido a público dentro do caso sobre denúncias de irregularidades na Secretaria Municipal das Administrações Regionais (Sear), comandada por Ricardo Oliveira. A escritura pública de ata notarial traz uma série de mensagens trocadas por dois celulares entre 18 de março e 1 de abril de 2010.

O Ministério Público do Estado instaurou inquérito na área cível para investigar possível prática de improbidade administrativa e ou outras irregularidades na Sear a partir de representação encaminhada pela subsede regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação das Associações e Entidades da Organização Social do Estado de São Paulo e Federação da União das Associações de Moradores de Bauru e Região

Os depoimentos de testemunhas já ouvidas pelo promotor da Cidadania, Fernando Masseli Helene, trouxeram a acusação, por assessores da secretaria municipal, de que estes tiveram de contribuiram com 5% de seus vencimentos em favor de Oliveira e participar de ações que beneficiassem o então candidato a deputado. Também está sendo apurado possível uso da pasta durante campanha eleitoral para promover Oliveira, que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2010. A existência de um suposto funcionário fantasma é outro ponto investigado.

Ontem, mais um fato se junta ao caso. A escritura lavrada em cartório no dia 9 de abril de 2010, pelo assessor da pasta, Sérgio Roberto Canova Cardoso, relaciona o conteúdo de 12 mensagens de celular que foram trocadas no período.

O celular corporativo de Canova recebeu as mensagens e a indicação é de que estas teriam origem no aparelho à época pertencente a Roberto Rodrigues Ruiz Filho. Os "torpedos" podem motivar um convite para que o assessor preste novo depoimento à Promotoria. Procurado pelo Jornal da Cidade, Canova optou pelo silêncio. Ele afirmou que só irá se manifestar à imprensa sobre a escritura se for solicitado pela Justiça a dar esclarecimentos.

Já o interlocutor das ditas mensagens, Ruiz Filho, foi denunciado ao MP pela servidora Adriana Herrera por ser assessor da Sear e supostamente não comparecer ao trabalho. Segundo Adriana, mesmo sendo lotado na Regional Falcão/Industrial, ele teria atuado na campanha de Oliveira. Ruiz Filho foi exonerado por Luis Ornelas, que na época respondia pela pasta, e o fato seria o não comparecimento ao trabalho.

Ao Jornal da Cidade, ele negou as denúncias e relatou que atuava na Regional do Jardim Bela Vista, mas que ao ser solicitado para que fosse trabalhar na Regional da Vila Falcão teria recusado. Ruiz Filho afirmou ter provas de que atuava na Regional no período. Quando foram ouvidos pelo MP, Canova e Ruiz Filho negaram as irregularidades.

O Ministério Público do Estado, a Prefeitura de Bauru e a Câmara Municipal apuram as denúncias de irregularidades na Sear.