09 de julho de 2026
Nacional

STJ nega liberdade para promotora Deborah Guerner e seu marido

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou ontem o pedido de liberdade apresentado pela defesa da promotora do Ministério Público do Distrito Federal Deborah Guerner e do marido dela, o empresário Jorge Guerner.

Com a decisão, eles permanecem presos em salas especiais da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para onde foram levados ontem. Os advogados da promotora estudam apresentar novo habeas corpus, dessa vez no Supremo Tribunal Federal.

Eles foram presos, a pedido do Ministério Público Federal, sob a alegação de que estavam atrapalhando uma das investigações do mensalão do DEM, escândalo de corrupção que acabou derrubando o então governador José Roberto Arruda, em 2010.

Além de suspeitar que o casal planejava deixar o país, os procuradores que pediram a prisão acusam Deborah de forjar quadro de insanidade mental, com suposta compra laudos falsos e treinamento para simular loucura.

De acordo com a assessoria do STJ, o pedido de liberdade sustentava que a prisão é ilegal e que o investigado não está obrigado a cooperar com o "sistema opressor" e a dizer a verdade.

Ainda segundo a assessoria do tribunal, o ministro João Otávio de Noronha negou o pedido argumentando, entre outros pontos, que a promotora e o marido têm "reiteradamente agido de forma a dificultar a instrução criminal, podendo fugir".