09 de julho de 2026
Geral

Doceiras correm para entregar últimas encomendas da Páscoa

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 2 min

A um dia da Páscoa, a correria marca o trabalho das pessoas que fazem ovos de chocolate. Para dar conta de entregar as encomendas em tempo, doceiras recorrem à ajuda extra, abrem mão das boas horas de sono, mas não deixam de aproveitar o período para incrementar a renda da família.

É o caso da operadora de anúncios Camila de Amarins Ruiz, que há 12 anos transforma sua casa em uma "fantástica fábrica de chocolate". Para conseguir entregar os últimos dos 450 ovos encomendados, ela disse estar dormindo cerca de duas horas por dia. "A última semana é sempre correria, fico trabalhando até as 6h", comenta. Para dedicar-se às encomendas, a operadora sempre tira férias no período.

"Do contrário, não daria para conciliar", comenta a doceira, que contou apenas com a ajuda do marido para a fabricação dos ovos. "Esse ano as pessoas deixaram para encomendar um pouco de última hora, então fica corrido mesmo", acrescenta. Apesar do corre-corre, Camila diz que ainda tem condições de aceitar encomendas. "Vamos sair para entregar os últimos hoje, mas se aparecer mais algum pedido, dá para nós fazermos, só que para entregar sábado à noite ou domingo de manhã", garante.

Como trabalha com chocolate durante todo ano, Márcia Galvão procura se programar para evitar a correria de última hora. "Mas sempre tem aqueles que não encomendam e vêm comprar, ou aqueles que, ao buscarem os ovos, lembram de alguém", comenta. Para ela, uma das saídas é tentar sempre ter produtos de pronta-entrega. "Assim as pessoas nos pegam mais prevenidos".

Segundo Márcia, por conta do feriado de Tiradentes e da Sexta-feira Santa "caírem" juntos neste ano, o movimento intenso deu-se em dois períodos. "No começo da semana foi bastante corrido porque muitas pessoas foram viajar e pegaram os ovos antes. E na véspera sempre é corrido", afirma.

Já Carla Sartori Yasumoto, 36 anos, teve que diminuir o ritmo nesta Páscoa por conta da gravidez. "Como a gravidez está no começo, não andei me sentindo muito bem. Então preferi diminuir as encomendas esse ano com medo de não dar conta. Mas mesmo assim fiz mais de 100 ovos", comenta.

Segundo a pedagoga, que atualmente trabalha apenas com a confecção de ovos, bolos e doces para festas, ontem faltavam apenas duas encomendas para serem feitas.