? Viaduto sobre trilhos
Uma obra viária "ensaiada" desde a última eleição municipal pode avançar. Não é fase de construção, porém, em um futuro, sem data exata, possivelmente o governo federal, por intermédio do Departamento Nacional de infraestrutura de Transporte (Denit), construa um viaduto sobre a linha férrea da avenida Comendador José da Silva Martha. A fase atual é de pedido de licenciamento ambiental da obra à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Há também projeto para outro viaduto na avenida Waldemar Guimarães Ferreira, na Vila Industrial.
? Semáforo na passagem
O viaduto na Comendador evitaria acidentes e resolveria um gargalo viário em uma região de grande crescimento e, por consequência, trânsito intenso de veículos disputando com gigantescos comboios de trem a preferência na via. Um viaduto é intervenção melhor do que a colocação de cancelas. Aliás, a Prefeitura de Bauru estuda uma proposta de instalação de semáforos nas passagens de nível. A América Latina Logística (ALL) propôs doar a sinalização, segundo informa o prefeito Rodrigo Agostinho.
? Obra para o próximo
É bom ficar bem claro que o viaduto na Comendador, solicitado em 2009, ainda está nas preliminares. O prefeito Rodrigo Agostinho diz que, superada a atual etapa de licenciamento ambiental, o projeto do viaduto na Comendador irá disputar recursos com outras obras no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), na modalidade mobilidade. Sem prazo específico para a construção, Agostinho dá pistas de que não será no seu governo que a obra será iniciada. De qualquer forma, seria bom que a vice-prefeita, Estela Almagro (PT), se mobilizasse pelo projeto no PAC.
? Reajuste da tabela SUS
Ao lado do governador Geraldo Alckmin, na última segunda-feira o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) voltou a cobrar de forma veemente um reajuste imediato na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) paga pelo Ministério da Saúde. "A tabela do SUS não é reajustada há vários anos e está totalmente defasada, causando prejuízos aos governos estaduais e municipais e às Santas Casas e hospitais filantrópicos", afirmou, em discurso.
? Divisão dos recursos
Tobias lembrou que, atualmente, o sistema SUS é mantido com 60% dos recursos de Estados e municípios, enquanto os repasses do governo federal representam apenas 40% dos procedimentos médico-hospitalares realizados gratuitamente à população. "A situação no Estado de São Paulo está chegando no limite do limite e vai ficar muito pior se o governo federal não reajustar com urgência a tabela SUS", previu o deputado.
? Valor desproporcional
De fato, depender do valor repassado pelo SUS aos procedimentos médico-hospitalares é um transtorno para os hospitais em geral, uma vez que os custos da Saúde aumentam numa proporção muito maior do que os parcos reajustes na tabela do Sistema Único de Saúde. Uma das grandes reclamações dos dirigentes do Hospital de Base, quando a instituição era saudável, portanto, há muito tempo, sempre foi o que o SUS pagava pelo atendimento à população.