08 de julho de 2026
Geral

Da teoria religiosa para o cotidiano

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Segundo religiosos e especialistas no assunto, enquanto longe da religião a vida segue linear, com presente, futuro e passado, na religião ela é circular. Sempre há tempo para o recomeço.

"Cristo venceu a morte e ressurgiu como sinal de salvação. E tal sentimento pode e deve ser vivido pelos cristãos no seu dia a dia através dos ensinamentos de paz, esperança, caridade, respeito à vida, ao próximo e ao meio ambiente", afirma o padre Marcos Pavan, pároco da Catedral Divino Espírito Santo.

De acordo com o sacerdote, ressuscitar a sociedade significa sair do estado de morte proporcionado pela degradação do meio ambiente, tristeza, mentira, violência, corrupção... "É o levantar da cadeira e praticar o que Jesus nos deixou, dar continuidade à ressurreição. Ser solidário, olhar para a própria vida, para a família... Os cristãos precisam vencer as barreiras das dificuldades e dar o exemplo da alegria do Ressuscitado. Demonstrar isso na nossa maneira de ser, no trabalho, na comunidade, no cotidiano em geral".

E quem vivencia tal prática é o professor José Rafael Mazzoni. Sempre em oração e com as mãos estendidas, ele acredita que a vivência religiosa e a prática do significado da Páscoa são capazes de aumentar a autoestima e a qualidade de vida dos fiéis. "Uma pessoa religiosa tem mais amigos e pratica a solidariedade, o que traz, sim, felicidade e preenche a vida".

Para celebrar a data mais importante para os católicos, Mazzoni se reúne com a família e amigos para celebrar o que eles chamam de "Sarau de Páscoa", como uma ceia pascal. Depois da Missa de Ressurreição, cada membro do grupo leva um prato na residência escolhida. Antes da ceia, eles oram e cantam. "Celebramos com muita alegria a ressurreição, que é a esperança e a motivação para a vida", diz José Rafael.