10 de julho de 2026
Nacional

Temporais matam 12 em 21 cidades no Sul


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Porto Alegre - Pelo menos 21 municípios registraram prejuízos severos com os temporais que mataram 12 pessoas no Rio Grande do Sul entre sexta-feira e ontem. Os danos se estenderam desde o destelhamento de moradias, estragos em estradas e pontes até a destruição completa de casas.

De acordo com a Defesa Civil gaúcha, Taquari e Pareci Novo foram as duas primeiras cidades que já decretaram situação de emergência. Dez já encaminharam notificações de desastre para o governo - etapa que antecede o decreto de emergência.

Ontem, segundo o governo gaúcho, ainda havia 85 desabrigados e outros 400 hospedados em casas de parentes e amigos porque seus casas sofreram danos.

Em Igrejinha (83 km de Porto Alegre) morreram sete pessoas da mesma família após uma torrente de lama, pedras e água ter varrido um grupo de casas situadas próxima a uma encosta às margens da rodovia RS-115.

A prefeitura local decretou luto de três dias. O governador Tarso Genro (PT) visitou o bairro da tragédia.

Em Novo Hamburgo (35 km da capital), três crianças da mesma família morreram após a casa onde viviam ter desabado quando a enxurrada pôs abaixo um barranco.

A tragédia foi resultado da soma de dois temporais que, combinados, resultaram em uma quantidade de chuva em 12 horas superior à média esperada para todo o mês.

Conforme meteorologistas do serviço MetSul, a tempestade em Fazenda Vilanova e Sapucaia do Sul, onde ocorreram as duas primeiras mortes ainda na sexta, foi resultado da instabilidade trazida por uma linha de ar quente que se deslocou do noroeste para o centro do RS.

As outras dez mortes ocorridas em Igrejinha e Novo Hamburgo -entre a noite de sexta e a madrugada de sábado- foram causadas por uma nova tempestade, desta vez originada do avanço de uma frente fria que trouxe chuva intensa.

A combinação levou municípios como Campo Bom a registrar 150 mm entre a sexta e sábado, maior volume desde 1984, quando começou a ser feita a medição pluviométrica no local. Em Montenegro choveu 200 mm -150% a média de abril. Até ontem cerca de 6 mil imóveis ainda estavam sem luz no Estado. O pico havia sido 200 mil na sexta-feira.