Escrevo para essa coluna na esperança de arregimentar pessoas que se sentem lesadas, como eu, com a contribuição para o Fundo de Tratamento de Esgoto de nossa cidade. Na época de sua fundação, como conselheira dos usuários do DAE, dei o meu aval por achar que se tratava de coisa séria e de saúde pública, como é o tratamento de esgoto, que deveria ser de da alçada do poder municipal, mas como isso não vinha ocorrendo, criamos o fundo.
Hoje devo dizer que me arrependo disso, já que não corresponde aos ideais dos conselheiros. Por isso, peço a todos os contribuintes que não paguem a verba para o tratamento, nem,que para isso tenhamos que recorrer ao Ministério Público, até que seja esclarecido para a população os desvios de finalidade do fundo.
Afinal, não contribuímos para compras ilícitas como Kombi de segunda mão e caminhão que nem sempre tem o seu uso para o fim do tratamento de esgoto. Queremos continuar cooperando para o tratamento do esgoto de Bauru, entrave que nos causa grandes prejuízos como a vinda de verbas para nossa cidade.
Bauru pede prestação de contas: quantos metros foram concluídos, em que "pé" estão as obras e se tudo o que foi gasto foi realmente para o tratamento de esgoto, afinal, estamos realizando uma obra que não seria de nossa responsabilidade e sim da Prefeitura de Bauru.
Sonia Medeiros