09 de julho de 2026
Nacional

Após temporal, risco de deslizamentos é alto no Rio

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio - A probabilidade de deslizamentos de terra permanecia muito alta nas encostas de sete regiões da cidade do Rio na noite de ontem, de acordo com Centro de Operações da prefeitura carioca. A orientação da Defesa Civil municipal era para que as pessoas que moram em áreas de risco se dirigissem a locais seguros e permanecessem lá até a chuva parar.

O temporal que atingiu o Rio pôs em ação pela primeira vez, e com sucesso, um sistema de sirenes que avisam moradores de áreas de risco sobre a necessidade de deixar suas casas e ir para abrigos.

Desde janeiro, as 20 favelas com maior risco de deslizamentos ganharam conjuntos de sirenes a serem acionadas pela prefeitura quando o volume de chuva atingir 40 mm em uma hora, ou 125 mm em 24 horas.

As sirenes começaram a soar nas favelas da Tijuca (zona norte) às 21h de anteontem, quando a chuva superou 40 mm em uma hora. Ao longo da noite, segundo a prefeitura, 11 das 20 comunidades com sirenes foram alertadas.

Segundo o Centro de Operações do município, só uma sirene, na favela do Borel, na Tijuca, apresentou defeito.

A Tijuca foi a região mais atingida: 286 mm de chuva das 19h de ontem às 19h de hoje. A média no bairro em abril é de 161 mm. Nos morros da Formiga e dos Macacos e no bairro do Grajaú, moradores só puderam voltar para casa às 12h de ontem.

Nem todo mundo acredita no alerta, como a aposentada Arminda Felícia, 73, moradora da Formiga. "Ouvi a sirene, mas não achei que precisava sair." Um sistema de alta pressão encontra-se sobre o Estado, transportando umidade do oceano para o continente e favorecendo a ocorrência de temporais. De acordo com a previsão da prefeitura, novas áreas de instabilidade vindas do oceano poderiam provocar mais chuva na noite de ontem e na madrugada de hoje.