09 de julho de 2026
Nacional

Mesmo com novas propostas, o novo código florestal não tem consenso


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Brasília - Na busca por consenso, o governo apresentou propostas ao projeto de atualização do Código Florestal ontem, mas ainda há divergências a serem resolvidas até a votação na Câmara dos Deputados, marcada para a próxima semana.

Dois dos pontos apresentados ainda dividem opiniões: a desobrigação, para pequenos proprietários, de recompor a Reserva Legal (parcela de mata nativa que varia de 80 a 20 por cento do tamanho da propriedade) e a redução das Áreas de Proteção Permanente (APP) ao longo de cursos d?água para propriedades de agricultura familiar.

O relator da proposta, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), defende tratamento diferenciado para pequenas propriedades, enquanto o governo considera importante a manutenção da Reserva Legal em todas as propriedades e desaprova uma redução acentuada em APPs ao longo de rios.

"Nós estamos fazendo o vestido da noiva, não estamos comprando pronto", disse o relator. "Estou estudando o assunto, pretendo encontrar uma solução", disse o deputado a jornalistas, completando que pretende apresentar as propostas na próxima segunda-feira.

Reunião de ontem no gabinete do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), com a presença de quatro ministros, terminou aos gritos. Foi quando o líder do PT, Paulo Teixeira (SP), disse que não votaria nenhum texto que não fosse tornado público com antecedência. Com isso, a votação teria de ser adiada em uma semana. "Ele não quer votar o Código Florestal", reagiu o relator logo depois.