09 de julho de 2026
Polícia

Bauru resolve metade do déficit policial

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 5 min

Bauru contará com mais 35 policiais militares nas ruas já na próxima segunda-feira. Na tarde de hoje, serão recepcionados no 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I) os homens que vão reforçar o policiamento local e são, em sua maioria, soldados vindos da Capital do Estado e da Grande São Paulo. Segundo o tenente-coronel Nelson Garcia Filho, comandante do 4.º BPM-I, a chegada do pelotão reduz pela metade o déficit de policiais na cidade, que precisaria de mais 35 homens para alcançar o número ideal para seu contingente.

Os policiais recém-chegados, porém, não atuarão necessariamente na cidade de Bauru, pois serão apresentados às cidades vizinhas, que fazem parte do 4.º BPM-I, onde trabalham homens que já demonstravam a vontade e têm a prioridade para atuar no município sede do Batalhão. "São policiais militares que trabalham em Pirajuí, Piratininga, Pederneiras, Arealva, Lençóis Paulista e têm a preferência para serem transferidos para Bauru, onde moram", explica Garcia.

O tentente-coronel destaca a importância do aumento do número de policiais para o reforço do patrulhamento de rua, atendendo as demanda da rádio patrulha. Os 35 homens serão distribuídos entre as sete bases comunitárias de segurança de acordo com a dinâmica da criminalidade de cada uma das regiões.

Segundo o comandante do 4.º BPM-I, as bases Centro, Sul, Norte, Leste e Sudeste terão prioridade na classificação dos novos policiais militares, que deve ser definida ainda nesta semana.

"Algumas bases contam com contingente inferior ao necessário, mas conseguiram estabilizar a criminalidade. No entanto, em outras ainda há uma demanda a ser suprida e esse será o critério utilizado, o que não significa que as bases Oeste e Noroeste não receberão policiais, mas isso deve acontecer em menor proporção", pontua o tenente-coronel.

Foco em roubos


A Polícia Militar (PM) de Bauru também concentrará suas ações contra os crimes de roubo, pois quadrilhas de fora estariam atuando no município, já que a maior parte dos líderes quadrilheiros da cidade estão presos. Garcia afirma, porém, que casos homicídios, furtos e roubos e furtos de veículos foram reduzidos no primeiro trimestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado.

"Precisamos focar na atuação contra os roubos, pois outros tipos de crime já foram estabilizados em Bauru, em parceria com a Polícia Civil, mesmo com o déficit no quadro policial militar, graças ao somatório de esforços e até sacrifícios por parte de muitos", afirma.

Com o reforço de 35 homens, a PM chega ao número de 599 membros em seu contingente, o que ainda não é o ideal, de acordo com o Nelson Garcia Filho. "Precisamos de mais um pelotão como esse, de 35 policiais. Nós estamos lutando para garantir que isso aconteça entre os meses de agosto e setembro", aponta.

Os policiais militares vindos da cidade e da região da Grande São Paulo participarão de uma palestra na tarde de hoje, onde receberão noções básicas a respeito da realidade da região do 4.º BPM-I. Posteriormente, serão apresentados às cidades da região e, após algumas questões burocráticas, estarão nas ruas na próxima segunda-feira. O mesmo vale para os policiais que já atuam na região, mas serão transferidos para reforçar o policiamento de Bauru.

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Águia auxilia


Devido ao déficit de policiais militares em Bauru, é cada vez mais comum a atuação do Grupamento de Rádio Patrulha Aérea sobrevoando a cidade. Segundo o tenente-coronel Nelson Garcia Filho, o helicóptero Águia da PM auxilia na cobertura do policiamento por conta da velocidade, substituindo grande quantidade de viaturas e atuando como uma Força Tática Aérea.

O tenente-coronel explica, porém, que o Águia não responde operacionalmente ao 4.º BPM-I ao Comando de Policiamento do Interior 4 (CPI-4), que abrange a área de seis batalhões. "Temos que trabalhar sempre dentro do que foi planejado legalmente. Mas, até mesmo pelo fato de sediar o CPI, o 4.º BPMI é priorizado na atuação do Águia", explica Garcia.

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Policiamento especial ainda é deficitário


Por conta da falta de policiais militares em Bauru, homens e mulheres que atuavam na Cavalaria, no Canil e na Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) foram realocados para o patrulhamento nas ruas, que, segundo o tenente-coronel Nelson Garcia Filho, deve ser priorizado. Um dos exemplos mais explícitos que revelam a falta de contingente é o do policiamento com bicicletas, que deixou de existir na cidade.

O comandante do 4.º BPM-I explica que, caso Bauru ganhasse mais um pelotão de 35 policiais militares, eles seriam classificados para essas atividades de policiamento especial. "Dessa forma poderemos reativar o policiamento em bicicletas e ampliar os outros grupos", conta Garcia.

Em razão do baixo contingente, o policiamento especial teve que priorizar algumas formas de atuação. O tenente-coronel afirma que a Cavalaria está presente na zona sul e em bairros, como o Jaraguá, Santa Edwirges e Fortunato Rocha Lima. "Os animais têm a facilidade de acesso a determinados locais onde as viaturas não chegam", explica.

As motocicletas da Rocam estão concentradas nas avenidas Nações Unidas, Nuno de Assis, Duque de Caxias, Rodrigues Alves e Getúlio Vargas. "Esses veículos garante maior velocidade para os policiais, que não precisam enfrentar os congestionamentos dos automóveis de quatro rodas", afirma Garcia.

O comandante do 4.º BPM-I garante que com a chegada de outros 35 policiais militares, seria possível ampliar a atuação do policiamento policial. "Os cachorros do Canil, por exemplo, trabalham hoje nas operações de busca por entorpecentes. Com o aumento do efetivo, poderíamos voltar a executar a vigilância das correspondências que voltam para os Correios de Bauru por não chegarem aos seus destinos no período de 90 dias", pontua.