04 de abril de 2026
Bairros

Bauru está entre as cidades mais inovadoras do Brasil

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A revista "Pequenas Empresas & Grandes Negócios", em parceria com o Sebrae, IBGE, Instituto Inovação e consultores, fez um levantamento em 45 municípios brasileiros em busca de negócios inovadores. Bauru está entre as cidades apontadas pela pesquisa onde os empresários têm melhores condições para criar e atrair recursos e onde são gerados os maiores números de patentes no País.

Além de Bauru, há outras cidades do Interior paulista na lista das inovadoras: Marília, São Carlos, Franca, Jundiaí, Sorocaba, Campinas, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Osasco e Guarulhos (na Grande São Paulo), além da Capital paulista.

Ainda na região Sudeste do País, foram listadas pela pesquisa os municípios mineiros de Belo Horizonte e Contagem e Rio de Janeiro (RJ). De acordo com o levantamento feito pela revista, na região Sudeste existem 42.623 empresas com potencial inovador. Na região Sul são 23.037, 5.727 no Nordeste, 3.115 no Centro-Oeste e 2.087 no Norte do Brasil, todas de pequeno e médio portes.

Segundo consta na matéria "As cidades mas inovadoras do Brasil", da revista PEGN, nesses centros de geração de conhecimento e de mão de obra de qualidade, quem abre uma empresa não sonha com negócios comuns, mas sim com ideias que irão transformar a ciência, o campo e a tecnologia.

Se no passado a falta de recursos era um dos principais impeditivos para o Brasil entrar no mapa da inovação mundial, hoje o cenário é outro. "Estamos longe do mundo ideal e bem melhor do que nas décadas passadas", afirma Eduardo Costa, diretor de inovação da Finep - agência de inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) -, em entrevista à revista.

"Calculamos que 2% dos 5 milhões de empresas formais do País precisam inovar. Atendemos no máximo 3 mil de um universo de 100 mil", afirma.

Por ano, a Finep disponibiliza verba de R$ 4 bilhões para inovação - desses, R$ 2 bilhões para pesquisas em universidades, R$ 1,2 bilhão para crédito subsidiado, R$ 700 milhões para subvenção e R$ 100 milhões para capital de risco.

A verba é multiplicada em parcerias firmadas com fundos de investimento e governos estaduais.


Programas


Segundo a reportagem, além do MCT, as empresas também podem recorrer aos programas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dos Bancos da Amazônia e do Nordeste, do Sebrae e de fundos de investimentos públicos e privados. Um dos poucos programas voltados especificamente para a micro e pequena empresa é o SebraeTec de Inovação Tecnológica, que disponibilizou R$ 32 milhões para cerca de 20 mil micro e pequenos empreendedores investirem em inovação no ano passado.

Segundo informado à reportagem da revista por Edson Fermann, diretor de inovação do Sebrae, a subvenção ao empresário pode chegar a 50%, limitado ao teto de R$ 45 mil. Pesquisa do Sebrae sinaliza que 39% dos empreendedores precisariam de impostos menores para realizar inovações em seus produtos, enquanto 22% necessitariam de empréstimos bancários para desengavetar projetos.

Especialistas ouvidos pela reportagem são unânimes em dizer que o caminho para melhorar a distribuição da inovação no País está no preparo das empresas.