10 de julho de 2026
Nacional

ANS amplia regras de portabilidade de carências dos planos de saúde


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São Paulo - A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) modificou ontem as regras para a mudança de plano de saúde sem necessidade de cumprimento de carência -período em que o usuário não tem acesso a certas coberturas previstas no contrato.

A chamada portabilidade (migração de plano) sem carência é possível desde abril de 2009 para planos contratados a partir de janeiro de 1999, ano em que o setor passou a ser regulamentado. As mudanças também só valerão para esses planos.

A principal delas é que o benefício, que antes era apenas para planos individuais, passa a ser possível também para os usuários de planos coletivos por adesão. Ou seja, planos que o usuário escolhe contratar por entidades como sindicato e associação profissional.

Ele é diferente do plano empresarial, em que o funcionário tem o plano como benefício da empresa. A maior parte desses convênios já não cumpre carência.

Com a nova regra, diz a ANS, a portabilidade sem carência passa a beneficiar 12 milhões de usuários (7 milhões de planos individuais e 5 milhões de coletivos por adesão).

Outra mudança importante é que a portabilidade sem carência se torna possível para pessoas com contratos em vigor há apenas um ano.

Antes, o usuário tinha que ter dois anos de contrato para poder mudar para outra operadora sem ter carência. A nova regra, no entanto, só vale a partir da segunda mudança de plano. Na primeira migração, o prazo de dois anos continua valendo.

A "janela" para a mudança também foi ampliada de dois para quatro meses a partir do aniversário do plano. Assim, um consumidor com um plano que faz aniversário em abril pode pedir a migração de abril a julho. Antes, só podia em abril e maio.


Melhor escolha


Segundo Fábio Fassini, gerente geral econômico financeiro atuarial da ANS, a portabilidade sem carência tende a estimular a concorrência entre as operadoras, já que o consumidor passa a ter mais chance de escolha.

O próximo passo da agência, diz ele, é criar ferramentas para que o consumidor possa comparar planos similares de forma mais fácil antes de escolher a operadora.