Nova York - Mais da metade dos americanos afirma que o governo dos EUA não deveria ajudar o Brasil caso o país sofresse um ataque. Segundo pesquisa da Rasmussen Reports, 53% dos entrevistados dizem ser contra um auxílio militar ao Brasil em uma hipótese de ataque. O índice é um dos mais altos no levantamento (em que foi questionado como o governo americano deveria agir com 44 países) e está próximo ao de rejeição a ajuda a Iraque (55%) e Afeganistão (54%), países onde EUA têm ação militar.
Apenas um terço dos entrevistados afirmou que os EUA deveriam colaborar com o Brasil - 25 países tiveram um apoio maior a sua defesa. Na região, Bahamas, Panamá, México e Haiti registraram uma aprovação maior para receber ajuda em um eventual ataque.
A China, que é o maior credor externo dos EUA e segunda maior economia do mundo, teve o terceiro maior índice de rejeição (66%), ganhando até mesmo da Rússia (65%) e ficando atrás somente do Irã (78%) e da Coreia do Norte (77%). Canadá, Reino Unido, Austrália e Israel são os ?favoritos" para receber auxílio militar dos EUA. A imagem do Brasil tem sido muito ligada nas últimas semanas à recente visita do presidente Barack Obama ao país. Grupos conservadores criticam o fato de Obama ter apoiado a exploração de petróleo na costa brasileira, enquanto dificulta o mesmo nos EUA.
O grupo Let Freedom Ring lançou na Internet a página barackforbrazil.com, em que busca coletar assinaturas de apoio à "candidatura" de Obama para presidente do Brasil. Além da foto de Obama com camisa da seleção brasileira ao lado do então presidente Lula, a página tem um vídeo do comediante Steven Crowder, que prega a candidatura de Obama no Brasil. O vídeo, colocado no ar anteontem, teve até as 20h de ontem cerca de 7.400 visitas.