Nova York - As empresas de energia elétrica podem ter em breve um novo alvo: o encontro das águas de rio e do mar. De acordo com cientistas dos EUA, a diferença de salinidade das águas doce e salgada pode produzir até 13% do que se consome em eletricidade em todo o mundo.
Isso porque a mudança na quantidade de sal na água pode ativar um sistema que tem base na eletroquímica. A ideia é simples: na água doce, há menos íons (átomos eletricamente carregados) do que na água salgada.
Quando a salinidade muda, a carga elétrica também se altera. Nessa mudança, é possível produzir energia. Para captar esse potencial até hoje desperdiçado, os pesquisadores desenvolveram uma espécie de bateria.O aparelho, chamado "bateria de entropia mista", tem um sistema simples.
São dois eletrodos que ficam inicialmente submersos em água doce, ou seja, que tem pouca força iônica. A produção de energia acontece quando a água do mar ?invade" a bateria que estava repleta de água doce, ou seja, quando há o contato entre rios e oceanos.
Internamente na bateria, o contato entre dois eletrodos do sistema é ampliado quando a água doce é substituída pela água salgada porque a quantidade de íons aumenta.
A vantagem do artefato, de acordo com os seus autores, é que o processo pode ser realizado "infinitamente". Basta descartar a água do mar e encher a bateria novamente com água doce para que o processo se reinicie.