08 de julho de 2026
Geral

Redução de informais pressiona demanda

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Após a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) coletar o lixo reciclável de casa em casa, os caminhões levam o montante recolhido até a cooperativa Cootramat Recicláveis, localizada no Jardim Redentor. Lá, o produto é triado, prensado e vendido para as empresas que fazem a reciclagem. Um ingrediente dessa logística é que o trabalho não tem atraído tantos informais quanto há alguns naos, o que pressiona a necessidade de aumento da estrutura de recolhimento pela prefeitura.

Valmir Mora, presidente da cooperativa, afirma que a média diária de recebimento é de oito caminhões. A Cootramat Recicláveis existe desde 1992, porém, somente em 2006 foi transformada em cooperativa. Hoje, possui cerca de 30 pessoas trabalhando, sendo que, além do material levado pela secretaria, recebe recicláveis de empresas e de particulares.

Moura trabalha na cooperativa há 13 anos e confirma um aumento quantitativo no número de recicláveis coletados em Bauru. "O que mais recebemos atualmente é papelão. Isso acontece porque os coletores informais não estão mais pegando esse tipo de lixo. Então, a Semma pega e traz para a nossa cooperativa".

Mas a demanda por recolhedores dos materiais não é a mesma. O fato de o papelão estar "marginalizado" na preferência dos coletores informais é por uma questão econômica. Valmir Mora afirma que "o preço está muito baixo. Então, eles estão precisando pegar uma grande quantidade e o lucro é muito pequeno". Atualmente, o quilo do papelão é vendido pelos coletores informais por apenas R$ 0,05.

Entretanto, o presidente da Cootramat Recicláveis faz outra importante avaliação. "Muitos daqueles que trabalhavam como catadores estão arrumando empregos melhores e abandonando a profissão. Isso contribui para o aumento da nossa demanda também", finaliza.


Alumínio de "ouro"

Hoje, o "ouro" de quem recolhe o material reciclável continua sendo o alumínio. A alusão pode ser feita pois o metal é o mais valioso quando vendido para empresas de reciclagem ou mesmo ferros-velhos.

Segundo a responsável administrativa da cooperativa Cootramat Recicláveis, Maria Cecília Pereira de Oliveira, o preço varia muito na comercialização da cooperativa e o que é vendido pelos coletores informais.

"Como nós vendemos direto para as empresas, conseguimos um valor maior. Já os informais, vendem muito mais barato. Para se ter uma ideia, vendemos o alumínio por cerca de R$ 2,20 o quilo. Já os catadores vendem a mesma quantia ao ferro-velho por R$ 1,50".

Nessa mesma lógica, o quilo do papelão ? que é o que mais tem aparecido ? é vendido por até R$ 0,30, enquanto que, nos ferros-velhos, paga-se R$ 0,05. Já o plástico das garrafas descartáveis, quando vendidos direto para as empresas, chega a R$ 1,30 e comercializados pelos informais, R$ 0,50.