Traição, segundo o dicionário Michaelis, é o ato ou efeito de trair, quebra de fidelidade prometida e empenhada, infidelidade no amor. Ao contrário do que muita gente pensa, não envolve apenas o ato sexual. É uma violação da confiança. E a coluna de hoje tem dois exemplos claros de tal violação: o da Rosângela, que tentou seduzir o comprade, mas não teve o resultado que desejava, e o de R, que quer ser apenas amante, já que "não é destruidora de lares". Conheça os casos e saiba o que diz JoãoBidu.
"João, sofro porque fiquei com meu compadre. Daí, ele foi embora e disse que nunca mais voltaria aqui. O pior é que ele é ex da minha filha. Vou contar direitinho: há uns 20 dias, ele veio pra cá e trouxe uma garrafa de vinho. Bebemos e aí, eu que já estava com uma vontade louca de transar com ele, meu joguei pra cima dele. Tentei beijá-lo, ele me cortou e aí eu tive que ser mais direta. Disse que queria transar com ele. Agora olha só que danado: depois de começar, pediu para que eu fosse pro meu quarto e eu certa de que a gente transaria a noite inteira, quando fui ver ele havia ido embora e nunca mais o vi ou falei com ele. Dia desses, liguei e ele pediu para que eu nunca mais ligasse. O que faço, ligo novamente? Ele agiu certo? Ele não podia separar as coisas e continuar sendo padrinho da minha filha? Ele disse que amava minha filha e por isso nunca ficaria comigo, mas bem que ele me dava mole. E foi por isso que avancei o sinal. Nunca poderia imaginar que ele fosse me dar uma cortada dessas. Será que ele procurava um pretexto para nunca mais voltar aqui?" Rosângela
- Eh, comadre, mas tu tens um fogo que não é mole, hein? Quer dizer que você não via nada demais em ele ser padrinho da sua filha e ter um caso ou dar umas transadinhas de vez em quando com você? Vamos dizer que você deu azar, pois muitos homens não perderiam essa boquinha, mas aí você foi encontrar um cara de caráter e deu no que deu. Quanto a essa de que ele dava mole é preciso ver se isso era verdade ou seus olhos que se enganaram redondamente. Muitas vezes a gente pensa que é uma coisa, e quando vai ver é outra bem diferente. Ainda quando estamos interessadíssimos de que as nossas suspeitas prevalecessem, né? Mas fiquei sem entender um ponto aí: ele é padrinho da sua filha e ao mesmo tempo ama a sua filha? Mas que amor é esse: tipo paternal ou o que estou pensando? E o que deixa a gente mais encafifado é que no começo do seu caso você diz que ele é "ex da minha filha". Mas que rolo, hein, comadre??
"Oi, meu amigo e companheiro João Bidu. Mais uma vez peço conselhos. Estou apaixonada por um cara casado que é de Aquário. Ele tem 46 anos, é fiel à esposa, mas me beija, me acaricia e me faz até gozar sem me penetrar. Fazemos carícias um no outro, mas o problema é que ele tem medo de fazer amor comigo. Vontade não falta, mas já tem 3 anos que estamos nessa e ele não quer nada mais do que isso. Fala para deixar acontecer com o tempo. O que você acha, Bidu? Sinto que ele sente algo por mim, mas ele ama a esposa. Não quero que ele largue a esposa para ficar comigo, não gosto de ser destruidora de casamento, mas queria que ele fizesse amor comigo. Sou separada, mas não quero namorar ninguém, pois tenho três filhos. Tenho que dar exemplo para minha filha de 14 anos. Fui casada por 22 anos, me separei mas moro na mesma casa com o meu ex. Já tem 3 anos que estamos separados de cama e no papel vai fazer 1 ano. Estou esperando vender a casa, que meu ex fica enrolando para vender. Não amo mais o meu ex, pois ele perdeu todo o respeito por mim. O que faço, João?" R
- Puxa, mas que mulher boazinha você é, hein, R?! É difícil encontrar uma assim que não quer destruir o casamento do seu amado, que aceita numa boa o papel de amante. Talvez o seu amado esteja com medo de transar e te engravidar. Nesse caso, você poderia sugerir que ele usasse camisinha, aliás, sugerir não, obrigar, pois vai que ele dá outros pulinhos por aí, né? Engraçado é você dizer que ele é fiel à esposa. Era fiel, né, pois mesmo não transando, ele tem contato sexual com você. E, em se tratando de traição, não tem pouca ou muito, é ou não é. O incrível é que já se vão 3 anos e ele nada de criar coragem para completar o "serviço". Ô carinha estranho esse, não? Quero crer, porém, que insistindo e falando na camisinha, vai vencer a resistência dele.