09 de julho de 2026
Nacional

Sem Lula e Dilma, 1º de Maio em São Paulo leva tucanos ao palco

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - O palco que há um ano apresentou o ex-presidente Lula e a então pré-candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, como estrelas da festa pelo Dia do Trabalhado foi tomado ontem por dois tucanos: o senador Aécio Neves (MG) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Eles protagonizaram o evento organizado pela Força Sindical e outras quatro centrais na capital paulista. Cerca de um milhão de pessoas participaram da festa, segundo a Polícia Militar.

O ato foi mais um passo nas investidas dos dois líderes do PSDB pela aproximação com o movimento sindical. Dilma Rousseff foi convidada para o evento, mas na última sexta-feira avisou que não iria. Lula fez o mesmo. Dilma foi diagnosticada com uma pneumonia leve ontem.

Durante a festa, no entanto, ficou claro que os tucanos terão que trabalhar para conquistar as bases das centrais. Alckmin foi vaiado no início de seu discurso.

Ele prosseguiu e, no final, foi aplaudido. "Foi uma coisa localizada, de pouca gente. A recepção foi muito calorosa??, disse após o episódio.

"Cheiro do povo"

Aécio enalteceu os trabalhadores e criticou o governo. Ele ressaltou o avanço da inflação e o "processo de desindustrialização?? do país. Também aproveitou para dividir com o PSDB os louros pelo crescimento econômico.

"Se o Brasil é hoje um país melhor e mais justo, isso não é obra de um governo ou de um partido. É obra dos trabalhadores que, ao longo das últimas décadas, souberam impor sua agenda", afirmou.

À imprensa Aécio ironizou a iniciativa de Dilma de privatizar a operação e a construção de alguns aeroportos. "Petistas, sejam bem-vindos ao maravilhoso mundo das privatizações".