A matriz de transporte adotada no país após o desenvolvimento industrial produziu o maior sucateamento do transporte ferroviário. E a nossa Sem Limites sofreu o maior golpe do século por irresponsabilidade de uma elite política sem compromisso com as gerações futuras, conduzindo uma cidade tão importante da região procurar uma nova vocação de desenvolvimento. Com isso, gerando conflitos sociais insustentáveis do ponto de vista das condições de qualidade de vida da população. A redução de postos de trabalho comprometeu o fomento local e regional comprometendo toda uma geração.
O entroncamento ferroviário está na memória daqueles nascidos nas décadas de 40, 50, 60 inclusive eu, gerações do Pelézinho, Divo, Biscoito, Garcez, Ari Barbeiro, Serginho do Bom Jesus, Rodorfinho, Catarreira, Zé Paulo, Pelegrino, Varistão, Farinhada, Tiziu, figuras folclóricas da época. Pois bem, esse preço pago pelos bauruenses às custas de uma elite política sem compromisso algum com o futuro das gerações futuras, esses nababos que conduziram nossa cidade durante décadas.
Esse quadro está exigindo a maior presença do poder público na implementação de políticas públicas capazes de atender uma parcela da população excluída do mercado de trabalho como cidadãos de meia idade e jovens etc.
Após esse desarranjo deixado como herança, fica o grande desafio a ser equacionado através de um planejamento, a ser produzido pelos gestores públicos na busca da vocação local conduzindo nossa bela cidade no seu devido lugar, como no passado.
Gercio Vidal Bento - bauruense, adotado por São Bernardo, técnico de transporte formado pela Escola Técnica do Estado - ETE