10 de julho de 2026
Internacional

Nos Estados Unidos, euforia dá lugar a medidas de segurança


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Nova York - Depois do anúncio da morte de Osama Bin Laden e da comemoração na madrugada, as autoridades de Nova York aumentaram a segurança na cidade. Em locais como o Marco Zero (onde ficavam as torres do World Trade Center), no Rockefeller Center e até em algumas estações de metrô era possível notar a presença policial maior que a rotineira.

"Essa ação não é baseada em uma ameaça em curso, mas em um excesso de cautela até que possamos ter mais informações", disse Chris Ward, diretor-executivo da Autoridade Portuária de Nova York, responsável pela segurança de pontes, túneis e do Marco Zero. Segundo o prefeito nova-iorquino, Michael Bloomberg, a cidade permanece como um dos alvos preferenciais dos terroristas.

A declaração foi feita em discurso em que homenageou as vítimas dos ataques (quase 3 mil morreram em Nova York no ataque de setembro de 2001). Na hora do discurso, no início da tarde, porém, o espírito das comemorações de "USA! USA!" já não estava mais lá. Em vez dos milhares de jovens da madrugada, o Marco Zero estava repleto de jornalistas e turistas. "Cortamos a cabeça da serpente", disse James Vigliatura.

O fluxo de turistas também foi um bom negócio para a mexicana Yolanda Miranda. Ela estima ter vendido mais de 400 bandeiras dos EUA (de US$ 2 a US$ 5, dependendo do tamanho) no Marco Zero e na Times Square. "É um dia doce e amargo", definiu o professor Christopher Hasson, que deixou sua casa no Brooklin para ir depositar flores vermelhas, azuis e brancas (cores da bandeira) em memória de seu irmão, uma das vítimas do ataque terrorista de 2001. "A morte deste tirano foi um passo na direção certa", disse Jack Zecmanowitz, que perdeu seu único irmão, Abe Zecmanowitz, no atentado organizado pela Al-Qaeda.