Nova York - A morte do ex-terrorista número 1 do mundo, Osama Bin Laden, aos 54 anos e com dois tiros na cabeça anteontem à noite, no Paquistão, desencadeou uma onda de temor de que atentados retaliatórios ocorram em várias partes do mundo. Leon Panetta, diretor da CIA, disse que "quase certamente" a Al-Qaeda tentará vingar seu líder, ocorrida quase dez anos depois dos atentados do 11 de Setembro. "Bin Laden está morto, mas a Al-Qaeda, não."
Os EUA reforçaram a segurança em cidades como Nova York e Washington e aumentarão a vigilância em aeroportos e estações de trem. Um alerta global para americanos por "potencial elevado de violência" no mundo foi emitido. Líderes europeus fizeram o mesmo.
O presidente Barack Obama anunciou na madrugada de ontem que Bin Laden foi morto por tropas dos EUA no Paquistão. "Digo às famílias que perderam seus parentes (nos ataques de 11 de Setembro) que a justiça foi feita", disse Obama.
"Os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, líder da Al-Qaeda e um terrorista que foi responsável pelos assassinatos de milhares de homens, mulheres e crianças", disse Obama.
Tão logo a imprensa americana começou a noticiar a morte do terrorista, milhares de pessoas foram festejar em frente à Casa Branca. O extremista vinha sendo caçado havia dez anos pelos EUA, logo após os ataques de 11 de Setembro de 2001, que deixaram cerca de 3 mil mortos nos EUA.
Obama afirmou que desde agosto do ano passado vinha recebendo dos órgãos de inteligência americanos informações novas sobre o paradeiro do extremista. Na semana passada, Obama disse ter recebido informações seguras de que Bin Laden estava escondido em uma instalação no Paquistão.
Anteontem, o presidente dos EUA decidiu autorizar um ataque. A operação foi conduzida por pequenos grupos de forças especiais americanas. Ao menos dois helicópteros militares foram vistos fazendo voos rasantes próximo ao local do confronto. Um deles, do Paquistão, foi abatido, fazendo uma vítima fatal. Obama disse que apesar da morte de Bin Laden ser uma grande conquista na luta contra a Al-Qaeda, a organização continuará a atacar os EUA.
Entre 800 e mil pessoas participaram ontem de uma passeata aos gritos de "Morte aos Estados Unidos" em Quetta, no sul do Paquistão, após a morte de Osama Bin Laden. Os manifestantes queimaram uma bandeira americana antes de se dispersarem em ordem. Não houve distúrbios.
Um consultor de informática paquistanês, sem saber, foi o primeiro a noticiar no Twitter a ação americana que matou Bin Laden. Sohaib Athar, conhecido pelo apelido @ReallyVirtual, estava em Abbottabad, a cidade palco da ação. Ele tuitou descrevendo o movimento de dois helicópteros. Após a confirmação da morte de Bin Laden, Athar passou a ser procurado por jornalistas. "Bin Laden morreu. Eu não o matei. Deixem-me dormir agora."