08 de julho de 2026
Internacional

EUA jogam corpo de Bin Laden no mar


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Washignton - Um sepultamento no mar marcou o desfecho ontem do terrorista Osama Bin Laden, morto com dois tiros na cabeça no Paquistão após quase dez anos de buscas pelas forças dos EUA. Imagens do corpo do líder da rede Al-Qaeda não foram divulgadas até o fechamento desta edição. Funcionários do governo norte-americano afirmam que ainda não foi decidido se fotos serão liberadas, mas que exame de DNA confirmou com "99,9% de certeza" a identidade do terrorista.

Não está claro como o DNA foi testado. Por enquanto, o mais provável é que o material recolhido do corpo tenha sido comparado com DNA recolhido de familiares de Bin Laden após o 11/9 - uma de suas irmãs morreu de câncer no cérebro há um ano em Massachusetts.

Além de evitar a criação de um ponto de "peregrinação", a decisão de levar o corpo ao mar foi creditada ao curto período de tempo entre o fim do ataque e a conformidade com rituais islâmicos. Foram executados ritos religiosos no navio USS Carl Vinson, no mar da Arábia, em cerimônia que começou a 2h10 e terminou às 3h10 da manhã (de Brasília), segundo a Casa Branca.

O corpo foi lavado e posicionado em um lençol branco. Um militar leu comentários preparados para a ocasião, que foram traduzidos para arábico por um nativo da língua. Bin Laden foi então colocado em uma prancha que desceu ao mar.

Um funcionário do governo indicou que preparativos para um eventual funeral começaram há meses, com consultas a especialistas islâmicos. Ele afirmou também que nenhum país podia ou queria abrigar o corpo.

Segundo John Brennan, conselheiro da Casa Branca para segurança nacional, os EUA investigam como ele conseguiu se manter tanto tempo no esconderijo. "É inconcebível que não tivesse apoio paquistanês." Brennan disse que a operação foi unilateral. Já o embaixador paquistanês no Reino Unido afirmou que foi "uma operação conjunta". Ontem, o presidente Barack Obama afirmou: "O mundo é um lugar melhor sem Bin Laden. Nosso país manteve o compromisso de fazer Justiça."

Já a secretária de Estado Hillary Clinton disse que a morte renova os esforços contra a Al-Qaeda. Ela aproveitou para estender as mãos à ala mais moderada do Taleban: "Vocês não podem esperar que deixemos (o Afeganistão); não podem nos derrotar. Mas podem decidir abandonar a Al-Qaeda e participar em um processo político pacífico".