Moradores do bairro Mary Dota, em Bauru, entregaram na Câmara Municipal e na prefeitura um abaixo-assinado com 600 assinaturas contra a falta de opções para pagar as contas de energia após a implantação do programa CPFL Total.
Antes da implantação do programa, as contas da empresa podiam ser pagas em bancos ou em qualquer casa lotérica, já que a Caixa Econômica Federal possuía convênio com a distribuidora de energia elétrica.
Como o convênio não foi renovado no ano passado, somente estabelecimentos credenciados à CPFL - como padarias, farmácias e mercados - e os bancos Santander, Itaú, Banco do Brasil, Banco Real, HSBC e Unibanco passaram a receber os pagamentos.
O quadro piorou com a quantidade de estabelecimentos na cidade que solicitaram o descredenciamento do programa. Segundo a assessoria de comunicação da CPFL, o número inicial era de 62 pontos, porém, atualmente são apenas 36 estabelecimentos credenciados.
A empresa diz ainda que está aberta para estabelecer novos contratos com comerciantes interessados no programa pelo telefone 0800-773-2735 e pelo e-mail atendimentocpfltotal@cpfl. com.br.
"Queremos mais postos credenciados, porém, locais com segurança, como agências bancárias. Entregamos esse abaixo-assinado ao vereador Moisés Rossi e para Isaías Daibem, como representante da prefeitura, para que seja tomada uma providência", diz o presidente da Associação Comercial dos Empresários do Mary Dota, Fábio Xavier.
Em fevereiro, moradores do Jardim Araruna, Vila Santa Luzia, Jardim Flórida e Jardim Chapadão também fizeram um abaixo-assinado com 225 assinaturas solicitando postos de atendimento mais próximos aos respectivos bairros.
No mês passado, um morador do bairro Vila Nova Paulista entrou com representação na Promotoria de Justiça e Defesa dos Direitos do Consumidor contra a CPFL Paulista pelos mesmos motivos.
Além das pessoas que não encontram locais para quitar as contas, a insatisfação ocorre também pelas grandes filas nos estabelecimentos indicados.