10 de julho de 2026
Geral

Secretaria de Saúde divulga mais 4 casos de leishmaniose

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria Municipal de Saúde divulgou ontem a confirmação de mais quatro casos de leishmaniose em Bauru. A doença foi constatada pelo Instituto Adolfo Lutz. Desta vez os acometidos foram três crianças do sexo feminino, sendo duas de 4 anos e uma de 1 ano, moradoras dos bairros Jardim Ouro Verde, Núcleo Nove de Julho e Pousada da Esperança respectivamente. Além delas, a quarta confirmação é de uma mulher de 46 anos.

Todas as crianças passaram por tratamento no Hospital Estadual (HE) de Bauru. Já a mulher de 46 anos, moradora do Jardim Carolina, foi tratada no Hospital Manoel de Abreu. Até o momento, Bauru contabiliza sete casos da doença com dois óbitos só neste ano.

Ainda neste período a doença acometeu um bebê do sexo feminino de apenas 7 meses de idade. Ela permaneceu internada no Hospital Estadual durante alguns dias, recebeu os medicamentos necessários para o tratamento e teve alta médica.

Já primeiro caso registrado no ano causou a morte da pequena Letícia dos Santos Lima, 7 anos, que morava no Parque Jaraguá com a mãe e mais três irmãos. Ela faleceu após ser diagnosticada com leishmaniose. Letícia, que apresentava um quadro de desnutrição, também ficou sob cuidados médicos no HE durante alguns dias até falecer.

Morte


O segundo registro que resultou em morte em consequência da parasitose foi a de uma menina de apenas 1 ano de idade no dia 21 de março. A criança era moradora do Núcleo Fortunato Rocha Lima e ficou internada no Hospital Estadual, mas não se recuperou. Em 2010 foram computados 29 casos da doença, sem óbito.

A leishmaniose é transmitida por vetores da espécie Lutzomia longipalpis; mosquitos de tamanho diminuto e de cor clara, conhecidos comumente como mosquitos "palha", que vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico, como por exemplo os galinheiros.

Os sintomas da doença apresentados pelos humanos quando infectados são febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez. O período de incubação é muito variável: entre dez dias e dois anos. Já os cães infectados pelo mosquito palha apresentam como principais sintomas, o emagrecimento, crescimento das unhas e queda dos pelos.

Pessoas e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmiti-lo a outros indivíduos ao picá-los. A Secretaria Municipal de Saúde pede que a população colabore com a manutenção da limpeza nos quintais, o acondicionamento correto do lixo orgânico (restos de comida, cascas de frutas, verduras e outros).