10 de julho de 2026
Internacional

Países anti-Gaddafi prometem doar milhões a rebeldes líbios


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Roma - Os países ocidentais e árabes que se opõem ao líder Muammar Gaddafi prometeram ontem liberar centenas de milhões de dólares para ajudar os rebeldes da Líbia, numa tentativa de intensificar a pressão para tirá-lo do poder.

Aviões da Otan vêm bombardendo as forças de Gaddafi desde março, mas os rebeldes, mal equipados e desorganizadas, não estão sendo capazes de aproveitar os ataques para ampliar o controle de áreas além do seu reduto, no leste da Líbia.

Ministros de uma coalizão anti-Gaddafi chamada "grupo de contato da Líbia", que inclui Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Itália, bem como Catar, Kuweit e Jordânia, concordaram, em Roma, com a criação de um fundo para ajudar os rebeldes, que estão desesperadamente necessitados de dinheiro.

O Conselho Nacional de Transição, instaurado pelos rebeldes e com sede na cidade de Benghazi, no leste do país, diz que precisa de 2 bilhões a 3 bilhões de dólares de ajuda imediata. Um porta-voz disse que os rebeldes só tinham fundos para pagar necessidades básicas até o final de maio.

O primeiro-ministro do Catar, Hammad bin Jassim al-Thani, disse que seu país ofereceu de 400 milhões a 500 milhões de dólares para o chamado Mecanismo Financeiro Temporário. O Kuweit prometeu 180 milhões de dólares.

No entanto, outros foram mais cautelosos e não revelaram a quantia exata que podem doar. A Grã-Bretanha disse que já contribuiu o suficiente.

"O Mecanismo Financeiro Temporário está bem definido e vai entrar em vigor nas próximas semanas", disse o chanceler francês, Alain Juppé, a repórteres. Ele disse que Paris ainda avaliaria sua contribuição.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que Washington vai tentar aprovar uma legislação para desbloquear bilhões de dólares em ativos da Líbia para os rebeldes.

Washington congelou cerca de 30 bilhões de dólares em ativos de propriedade do governo de Muammar Gaddafi, mas há obstáculos legais para acessá-los. Por causa de sanções da ONU, os rebeldes não podem exportar petróleo.

"É um bom começo", disse Mahmoud Jabril, chefe de governo interino dos rebeldes.