Paris - O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou ontem que se o movimento islâmico palestino Hamas não renunciar à defesa da destruição de Israel como parte de seu programa, será impossível obter a paz.
"Um inimigo que quer nos destruir não é um parceiro para a paz", declarou Netanyahu, que ressaltou que o Hamas "deve abandonar o objetivo de destruir" seu país. A declaração de Netanyahu foi feita após uma reunião em Paris com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
O Hamas, que controla a faixa de Gaza desde 2007, assinou um acordo de reconciliação com o Fatah, grupo político que governa a Cisjordânia.
Considerado um grupo terrorista por Israel, União Europeia e EUA, o Hamas não reconhece o Estado hebreu. Já o Fatah admite a solução dos dois Estados, um israelense e um palestino, e vem há anos negociando com Israel uma solução ao conflito na região.
No entanto, o chefe de governo de Israel assinalou que, "se a unidade é para a paz", Israel apoiará a reconciliação entre os dois grupos palestinos e reiterou que a única solução ao conflito israelense-palestino passa por "dois Estados para dois povos".
Segundo Netanyahu, durante sua reunião com Sarkozy, o presidente francês ressaltou que os palestinos "devem reconhecer Israel como o Estado do povo judeu" e elogiou-o por sua "clareza" com o presidente francês.
"O melhor caminho para a paz é a negociação" entre palestinos e israelenses, e não "através de um ditado da ONU", acrescentou o primeiro-ministro israelense, que se mostrou contrário a "estabelecer um Estado palestino para continuar com o conflito".
As autoridades palestinas querem proclamar o Estado da Palestina antes de setembro, mas o processo de paz está bloqueado desde a conferência realizada em Washington, em setembro de 2010. Antes dessa data, no final de junho, será realizada em Paris uma conferência de doadores para um Estado palestino.