O tema é impactante para realmente chamar a atenção dos órgãos municipais, entre outros. Em 4/3/11, esse periódico publicou matéria onde descrevia que nossa Bauru possuía 390 casos de dengue e já era considerada epidemia, ao que o sr. secretário municipal da Saúde pedia a decretação do Estado de Emergência. Ele, como técnico no assunto, sabia das conseqüências futuras daquilo que crescia em progressão assustadora. No dia 05/03/11, já com 435 registros, em matéria nesse JC líamos que o sr. prefeito se posicionara contra, achando-a precipitada, e questionando: "Por que levantar essa bandeira?". Afirmava que a medida seria aplicada se "perdessem o controle", ao que um corajoso funcionário da Saúde Municipal, em reunião, lhe peitou e gritou "já perdemos o controle". Parabéns para essas pessoas corajosas. Para aqueles que pensam somente em investimentos públicos no ano de eleição, cuidado: as urnas podem até favorecê-los, mas a consciência vai lhe cobrar na hora do sono. Hoje à noite, ao menos rezem pela criança morta.
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Eu, como mãe, que há poucos dias fui acometida de dengue, tal qual minhas filhas de quatro anos e outra de poucos meses, sei do sofrimento da doença, mas a dor da perda de um filho só quem vivenciou a experiência pode descrever. Que todos nós cidadãos façamos nossa parte e que as autoridades municipais capitaneiem ações de resultado efetivo, e não paliativo, e que sob as bênçãos de Deus não vejamos mais nenhuma mãe enterrar seu filhinho por causa da dengue.
Alexandra Diguê