São Paulo - Caso a reforma política não seja votada, o vice-presidente Michel Temer afirmou que o Congresso não pode ser criticado, "porque o silêncio também é uma manifestação de vontade".
"Como todos anseiam por uma reforma política, seria útil que se fizesse. Mas, se deixar como está, o Congresso estabeleceu o seguinte: nós não queremos mudar. Achamos que há muitas dificuldades e que talvez esse seja o melhor sistema. Nós somos os titulares da vontade popular neste momento, portanto, nós não queremos mudar", disse o vice-presidente.
A afirmação foi feita na manhã de ontem em São Paulo em uma palestra organizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pela Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) em um hotel na cidade e com a presença do prefeito Gilberto Kassab e do vice-governador Guilherme Afif Domingos, ambos de saída do DEM para fundar o PSD.
Para uma proposta de reforma política "transitável", Temer defendeu a adoção de um sistema misto para as eleições dos legislativos estaduais e federal - com parte dos parlamentares eleitos pelo voto majoritário e parte pelo voto em lista.
Para as eleições em municípios com mais de 200 mil eleitores, o vice-presidente diz que aceita a proposta para um voto distrital.