Dona Ana Hollanda, ministra da Cultura, recebe diárias por fins de semana no Rio de Janeiro, onde tem imóvel, mesmo sem compromissos oficiais. Essa ajudinha de custo já lhe rendeu, nos quatro meses à frente do ministério, fora o salário e outras mordomias, a importância de R$ 35,5 mil.
Na semana passada o presidente do Banco Central veio a público pedir para a população não consumir. É muita cara de pau. Pergunto: por que a sociedade nesses últimos oito anos tem que ver e ouvir tantas imoralidades oficiais? Será que em um país com 190 milhões de habitantes não se consegue encontrar pessoas com capacidade técnica e princípios morais que tenham interesse em assumir os cargos de confiança?
Ou a incompetência, a falta de caráter e ser sócio honorário de alguma quadrilha afinada com o Palácio do Planalto são condições "sine qua non" para os pretendentes aos cargos?
Humberto de Luna Freire Filho