08 de julho de 2026
Internacional

Obama vê apoio do Paquistão a Bin Laden


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Washington - O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que Osama Bin Laden tinha uma "rede de apoio" no Paquistão que ajudou a manter o líder terrorista saudita em segurança durante anos. "Mas não sabemos quem (integrava) ou qual era essa essa rede apoio", disse Obama a um programa de TV da rede CBS.

Na entrevista, o presidente cobrou das autoridades paquistanesas que investiguem o assunto e não descartou a participação de membros do governo do país na "rede" de ajuda ao líder da Al Qaeda, morto no último dia 1.

"Não sabemos se havia pessoas de dentro do governo (do Paquistão), gente de fora do governo, e isso é algo que precisamos investigar e, sobretudo, o governo paquistanês tem que investigar."

Foi a crítica mais incisiva de Obama aos aliados paquistaneses desde o assassinato do terrorista. Na semana passada, o diretor da CIA, Leon Panetta, disse que o Paquistão "ou estava envolvido ou é incompetente".

Islamabad defende que não sabia que Bin Laden estava escondido no país, na cidade de Abbottabad. Assim como Obama, o assessor de Segurança Nacional dos EUA, Tom Donilon, cobrou dos paquistaneses investigar o caso, mas disse que, "ao menos por enquanto", não há indícios de que as autoridades do país soubessem da presença do terrorista saudita.

"Existe um fato com o qual precisamos lidar. E o fato é que Osama bin Laden estava em Abbottabad, a 50 km de Islamabad, a cidade que é vista essencialmente como uma cidade militar. Existe uma importante escola militar lá e outras instalações. Isso precisa ser investigado."

Donilon disse ainda que os EUA têm "diferenças" com os paquistaneses, mas que o país tem sido um importante parceiro americano.

Os EUA querem acesso ao material que deixaram na casa de Bin Laden em Abbottabad e também às três viúvas do terrorista, que estariam detidas pelo Exército paquistanês. Segundo o assessor de Segurança Nacional, a quantidade de informações obtidas na casa do terrorista é equivalente a uma biblioteca de uma pequena faculdade e representa a maior captura de dados de um terrorista.


Líder morre em motim

Rebelião ocorrida no centro de detenção de Bagdá, a Capital iraquiana, ontem, resultou na morte de um líder da Al Qaeda, o terrorista Huthaifa al Batawi, também chamado de "Emir de Bagdá".

Outras 17 pessoas morreram, sendo dez outros militantes da rede terrorista, de acordo com declaração do porta-voz de segurança de Bagdá, Qassim al Batawi.

Batawi foi preso em novembro como principal acusado do atentado do dia 31 de outubro contra uma igreja católica em Bagdá, que deixou 58 mortos.