10 de julho de 2026
Nacional

Facção é investigada por ataques a 8 prédios de segurança pública em SC

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Florianópolis - A polícia de Santa Catarina investiga se os ataques a prédios de segurança pública do Estado estão relacionados a uma facção criminosa chamada Primeiro Grupo Catarinense (PGC), que atua na penitenciária de segurança máxima de São Pedro de Alcântara (25 km de Florianópolis).

Pelo menos oito prédios sofreram atentados a tiros ou com bombas caseiras em 40 dias, segundo a Secretaria de Segurança Pública de SC. De acordo com o órgão, a suspeita é que os atentados sejam uma resposta às ações de repressão ao tráfico, contrabando e outros crimes.

O último ataque foi registrado na noite de anteontem, em São José, na Grande Florianópolis. Segundo testemunhas, duas pessoas jogaram um coquetel molotov contra uma base da Polícia Militar no bairro Campinas. Os suspeitos estavam em uma motocicleta e fugiram logo após o ataque, registrado pelas câmeras de segurança dos prédios vizinhos.

O artefato não chegou a explodir. Três policiais estavam de plantão no momento, segundo a PM. Ainda não há informações de quem possa ter cometido o atentado.

A ação teve o mesmo padrão de outros ataques registrados em diferentes bairros de Florianópolis, São José e Itajaí, desde o dia 1 de abril. No total, quatro bases policiais, três delegacias e um centro de detenção provisória foram atingidos.

Em São José, uma delegacia foi atacada com uma bomba durante a madrugada. Outra, em Itajaí, foi alvejada com cerca de 30 tiros. Portas e janelas foram danificadas, e os vidros tiveram que ser trocados.


Ineditismo


Policiais e agentes que trabalham nas bases atingidas dizem que é a primeira vez que ocorrem atentados dessa maneira contra unidades de segurança no Estado. A reportagem tentou falar com o Departamento de Administração Penitenciária do Estado, que cuida das medidas de segurança na prisão de São Pedro de Alcântara, mas não conseguiu contato.

A Polícia Civil identificou, na última sexta-feira, seis suspeitos de participar dos ataques. Entre eles, está um jovem de 19 anos e dois adolescentes. As idades dos garotos não foram reveladas.