São Paulo - As sacolinhas plásticas estão com os dias contados: elas serão banidas até 25 de janeiro do ano que vem, aniversário da cidade de São Paulo.
A informação foi dada ontem pelo presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), João Galassi, após assinar, com o governador Geraldo Alckmin, o acordo que prevê o fim do uso das sacolinhas."Ou o setor se aproxima da sustentabilidade ou vai ser acusado de omissão", disse, na solenidade de abertura do 27.º congresso da entidade.
Está previsto um cronograma de ações progressivas até cessar a distribuição das sacolas, em janeiro.
A primeira etapa começará no dia 5 de junho, com anúncio para todos os supermercados do Estado.
No dia 22 de setembro, começará a campanha midiática para o consumidor.
Em 22 de novembro, Dia do Supermercadista, começará a intensificação da campanha com o varejo, espécie de "última chamada" no setor, para que todos estejam alinhados para a retirada efetiva das sacolas.
No dia 1 de janeiro, a campanha midiática será massificada, com o apoio do governo do Estado, para a implementação total em 25 de janeiro.
Mensalmente, as lojas filiadas à Apas utilizam cerca de 2,5 bilhões de sacolinhas plásticas, feitas à base de petróleo. A meta do governo e da associação é zerar este consumo a partir de janeiro de 2012.
A iniciativa já vem sendo aplicada em Jundiaí (287 km de Bauru). Os supermercados da cidade paulista praticamente aboliram o uso da sacola plástica, e de acordo com a Apas, a maioria dos jundiaienses optou por levar sacolas retornáveis e carrinhos de feira e poucos desembolsaram pela embalagem biodegradável, feita de amido de milho e que custa R$ 0,19 a unidade.
Além disso, as lojas oferecem caixas de papelão para o consumidor embalar suas compras. Segundo a Apas, a substituição de embalagem teve adesão de 95% dos supermercados de Jundiaí e recebeu a aprovação de 75% da população.
Os donos dos supermercados agora terão seis meses para fazer campanhas de estímulo à mudança de hábito do consumidor.