09 de julho de 2026
Internacional

Paquistão nega cumplicidade e incompetência em caso Bin Laden


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Islamabad - O premiê paquistanês, Yusuf Raza Gilani, rejeitou ontem as alegações de que a morte de Osama bin Laden por tropas norte-americanas no Paquistão revelavam a incompetência do país ou sua cumplicidade em esconder o líder da A-Qaeda.

"Alegações de cumplicidade e incompetência são absurdas", disse Gilani ao Parlamento, acrescentando ser indigno para qualquer um acusar o Paquistão de "estar cooperando" com a rede Al Qaeda.

Gilani disse que ações unilaterais, como o ataque realizado pelas forças especiais da Marinha norte-americana contra o refúgio de Bin Laden, corriam o risco de provocar graves consequências, mas acrescentou que o Paquistão reconhecia a alta importância de sua relação com Washington.


EUA querem laços


Os Estados Unidos querem que o Paquistão conceda acesso às três mulheres de Osama bin Laden para obter mais informações sobre a rede do líder da Al-Qaeda, disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, ontem.

A relação entre os dois governos está delicada depois do assassinato de Bin Laden, na semana passada, por forças norte-americanas. O Paquistão acusa os Estados Unidos de violarem a sua soberania quando uma equipe dos EUA disparou contra Bin Laden em sua casa, no Paquistão.

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EUA tem rotas para Afeganistão sem precisar do Paquistão


Washington - O Pentágono tem alternativas para as rotas terrestres através do Paquistão utilizadas para abastecer as forças dos Estados Unidos no Afeganistão e não dependente do percurso atual, disse uma autoridade dos EUA ontem.

"Estamos confiantes de que não estamos dependentes de qualquer elemento individual específico, e podemos continuar a enviar suprimentos para a operação no Afeganistão", disse Ashton Carter, subsecretário de aquisição, tecnologia e logística de Defesa.