A Secretaria Municipal de Saúde informou ontem a confirmação, pelo Instituto Adolfo Lutz, de mais quatro casos de leishmaniose em Bauru, sendo dois referentes a 2010 e outros dois ocorridos neste ano.
Os casos de 2011 são de duas crianças do sexo masculino, ambas com 12 anos de idade e tratadas no Hospital Estadual (HE) de Bauru. Um deles é morador da Vila Santa Terezinha e o outro, do Jardim Carolina, o que totaliza nove casos confirmados e dois óbitos neste ano.
Os registros referentes ao ano passado são de duas pessoas adultas do sexo feminino, sendo uma de 51 anos, moradora da Vila Independência, e outra de 26 anos, moradora da Pousada da Esperança, tratadas no Hospital Estadual e Manoel de Abreu. Tais registros atualizam as estatísticas do ano passado para 31 casos da doença em Bauru, sem óbitos.
A leishmaniose é transmitida por vetores da espécie Lutzomia longipalpis; mosquitos de tamanho diminuto e de cor clara, conhecidos comumente como mosquitos "palha", que vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico (como galinheiros, por exemplo).
Pessoas e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmiti-lo a outros indivíduos ao picá-los. Em região rural e de mata, os roedores e raposas são os principais; no ambiente urbano, os cães fazem esse papel. Febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez são alguns dos sintomas apresentados pelos humanos, quando infectados.