07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

? Mais leituristas...

Muda governo, muda a ação. A partir de hoje, será assim com o serviço de leitura e entrega das contas no DAE. No governo Tuga Angerami, o então presidente da autarquia, José Clemente Rezende, argumentou que seria mais eficiente terceirizar o serviço junto aos Correios.

? Eles vão e voltam

Com isso, os leituristas do relógio da água foram deslocados para atuar em outras áreas. Na gestão atual, o contrato foi encerrado e os leituristas agora retornam às funções originais. O governo anterior dizia que o custo e o resultado das leituras era melhor. O atual argumenta o contrário. Esse é o poder público no Brasil.

? Em treinamento

Dos seis setores geográficos da cidade subdivididos pelo DAE para a distribuição da tarefa de leitura, os dois primeiros terão registro de consumo de água no próximo mês pela média dos últimos seis meses. É que não deu tempo de colocar os leituristas na rua para o serviço. Ontem, o Diário Oficial também abriu concurso para duas vagas de leituristas no DAE.

? Custo do monopólio

O presidente do DAE, André Andreoli, afirma que os 24 leituristas disponíveis são suficientes para a prestação do serviço, já que os Correios faziam o mesmo serviço com 15 profissionais. O DAE locou as máquinas de leitura e, por força de decisão judicial em grau de recurso, vai registrar o consumo na casa de cada bauruense, mas enviar a fatura via Correios. Um custo desnecessário, em torno de R$ 0,90 por cada um dos 115 mil endereços, fruto da tese do monopólio postal.

? Vai ao Judiciário

Depois que o Ministério Público orientou moradores do Vale do Igapó a não pagar taxas para a ligação de água nas dependências do local, o DAE decidiu ir ao Judiciário. A autarquia entende que o serviço de captação, distribuição e tarifação de água é de sua competência exclusiva e que, portanto, cabe medida para assumir a situação no Vale do Igapó, ainda que inicialmente a título precário.

? Foi pago antes

A compra de veículos de segunda e terceira mão como sendo zero quilômetro com uso de recursos do fundo de esgoto, revelados pelo JC, tem ingredientes explosivos. Além de terem aceito uma Kombi com multa, houve depósito de dinheiro em conta de servidor para "regularizar" a quitação da multa, há advertência por escrito à participação de empresas não credenciadas como revendas diretas de fábrica e houve pagamento de veículo antes mesmo de o documento de registro ser obtido pelo DAE junto à Ciretran.

? E a sindicância?

Falta a realização da sindicância pelo DAE para esses casos. O caminhão adquirido de segunda mão por R$ 217.500,00, já emplacado, foi pego pela autarquia em 17 de novembro de 2009, mas o documento de registro só saiu em 24 de novembro daquele ano. E, além deste veículo e uma Kombi, há ainda a apurar as circunstâncias para a aquisição de outra Kombi, também com o dinheiro do fundo de esgoto.

? Uma possível greve

Funcionários da Fatec e da Etec de Bauru consideram a possibilidade de que professores de ambas instituições entrem em greve a partir da próxima sexta-feira. Os estabelecimentos de ensino tecnológico e técnico são vinculados ao Centro Paulo Souza, do Estado.