08 de julho de 2026
Internacional

?EUA mentem?, afirma Al Qaeda


| Tempo de leitura: 2 min

Paquistão - Um vídeo da Al Qaeda disponibilizado na Internet ontem acusa o governo dos EUA de ter divulgado imagens falsas do líder da rede terrorista, Osama Bin Laden, nas quais ele aparece envelhecido e assistindo televisão. "É preciso ficar atento: os Estados Unidos mentem", afirma o site Shumuj al Islam, que costuma publicar vídeos da Al Qaeda.

O vídeo da Al Qaeda destaca diferenças, em particular nas orelhas e olhos, entre Bin Laden e o homem que aparece nas imagens divulgadas pelos EUA. Nas imagens difundidas após a morte em uma ação americana, Bin Laden aparece de lado, com uma barba branca.

O governo americano informou que o comando que matou Bin Laden no dia 2 de maio apreendeu cinco vídeos e diversos documentos na casa em que ele vivia em Abbottabad, no Paquistão.

Anteontem, o braço iraquiano da Al Qaeda prometeu apoio a Ayman al Zawahiri - o "número dois" da rede terrorista - e disse que pretende cometer atentados para vingar a morte de Bin Laden.

Em nota divulgada em um fórum islâmico na Internet, o califa do Estado Islâmico do Iraque (EII), Abu Baker al Baghdadi al Husseini al Qurashi, lamentou a morte de Bin Laden, durante uma ação militar dos EUA no Paquistão. A EII, também conhecida como Al Qaeda do Iraque, é o primeiro grupo ligado à rede a manifestar publicamente seu apoio a Zawahiri, suposto sucessor de Bin Laden.

Zawahiri, um médico egípcio, conheceu Bin Laden na década de 1980 no Paquistão, onde ambos davam apoio aos guerrilheiros que combatiam os soviéticos no Afeganistão. Seu paradeiro atual é desconhecido.

Em outra nota, o EII assumiu a responsabilidade por um atentado contra um prédio de Hilla, onde mais de 20 pessoas morreram.

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Família divulga carta


Washington - Uma declaração supostamente feita por um dos filhos de Osama bin Laden chama a morte do líder da Al Qaeda de "crime?? e afirma que seu enterro no mar "foi uma humilhação para a família??.

As acusações constam de nota de Omar Bin Laden, 30 anos, quarto filho mais velho do terrorista (entre cerca de 20 que ele teve).

Segundo o jornal "The New York Times??, o documento foi entregue por Jean Sasson, autor que ajudou Omar a escrever um livro de memórias ("Growing up bin Laden??, ou Crescendo Bin Laden), em 2009.

Omar bin Laden assina a declaração, mas afirma que as palavras são da família toda. No documento, pede justiça e afirma que "assassinatos seletivos não são solução política??.


Violação de direitos


Diz que os Estados Unidos violaram o direito internacional e ameaça recorrer ao TPI (Tribunal Penal Internacional). Um prazo de 30 dias é dado para que as questões sejam respondidas.

Também pergunta "por que Osama Bin Laden não foi preso e julgado para a verdade ser revelada para o mundo?? e pede a libertação de suas três viúvas e dos filhos presos durante a operação.

Os Estados Unidos não comentaram a carta.