09 de julho de 2026
Nacional

Jovens e idosos foram mais procurados pelo mercado em 2010

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Em 2010, o Brasil gerou 2,861 milhões de empregos formais, segundo divulgação do Ministério do Trabalho ontem. O crescimento na relação 2009/2010 foi de 6,94%. Os dados constam da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), um retrato ampliado do emprego formal. Divulgada anualmente pelo governo, inclui servidores públicos, trabalhadores temporários e avulsos e ainda informações residuais das empresas, além dos dados de carteira assinada do Caged.

O número de trabalhadores formais no Brasil chegou a 44,068 milhões. Segundo o ministro Carlos Lupi (Trabalho), esse dado é recorde no Brasil. Com o acréscimo dos aposentados e pensionistas, o montante atinge 66,747 milhões.

A Rais traz também o número de empregos gerados durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo os dados, foram criados 15,384 milhões de postos formais de trabalho no período.

Os mais jovens e os mais idosos foram os profissionais mais procurados para trabalhar no ano passado. "Houve um crescimento mais significativo na população mais vulnerável", analisaram os técnicos do Ministério.

No caso dos jovens, a expansão do nível de emprego foi de 19,06% no ano passado em relação aos estoques do mercado de trabalho verificados em 2009. O percentual é mais do que o dobro do crescimento médio do período, de 6,94%. De forma semelhante, os assalariados com mais de 65 anos e de 50 a 64 anos apresentaram um aumento de 12,77% e 10,28%, respectivamente, no período em relação aos estoques de 2009.

O ministro do Trabalho atribuiu parte da expansão verificada no ano passado no segmento de pessoas mais novas, ao programa Jovem Aprendiz, do governo, que estabelece uma série de facilidades para a contratação desse adolescente que ingressa no mercado de trabalho. "No caso dos mais idosos, temos visto a necessidade de as empresas contratarem pessoas experientes e também a necessidade de trabalhar para ajudar a família. Um ponto é positivo e outro é negativo, mas os dois são bons", avaliou o ministro.


Mulheres


Em 2010, o número de mulheres que ingressaram no mercado de trabalho foi maior do que o de homens, segundo o Ministério do Trabalho. No ano passado, a alta foi de 7,28% para elas, enquanto eles representaram um crescimento de 6,7%.

Apesar das mulheres estarem em maior número no mercado, os homens ainda ganham os maiores salários. Enquanto a remuneração média do homem é de R$ 1.876,58, a das mulheres é de R$ 1.553,44. A diferença é de mais de R$ 300,00.