Bauru Ilustrado mensalmente traz, para os dias de hoje, um pouco do bonito passado que nos envolve. É um verdadeiro túnel do tempo pelo qual, como num passe de mágica, somos transportados para os primórdios da idade. Os acontecimentos nele divulgados mostram genuínos capítulos históricos ligados a todos nós.
Assim podemos caminhar pelos fatos de outrora e reviver diferentes aspectos da infância e da adolescência. Vemos as escolas, os inesquecíveis mestres, esportistas que foram nossos ídolos, pessoas que se destacaram no mundo empresarial, político, social, cultural e tanta gente jamais esquecida.
Como é bom conhecer, nas edições do BI, a Capital da Terra Branca de nossos pais e avós. Os das gerações dos anos 60, 70 e 80, quando chegarem à nossa idade naturalmente que repetirão estas mesmas palavras e lembrarão, com um misto de emoção e de saudosismo, os acontecimentos vividos em uma juventude das mais felizes.
Hoje, para muitos continuam na memória os tempos em que participaram da fase áurea do primeiro Cine Bauru e depois daquele que funcionou na 13 de Maio, esquina com a Cussy Júnior. Para os bem mais velhos, do "footing" da 1.º de Agosto, das piscinas Recreio, Tiritan, do BTC e do Paulista, das reuniões na Lalai, do inesquecível Guedes de Azevedo, do Ginásio do Estado do mestre Cabral, do Liceu Noroeste do professor José Ranieri, do Externato São José das religiosas do Sagrado Coração, das visitas ao Aeroclube e dos fins de semana no Horto Florestal, com direito a passeios em pequenos barcos pelo lago que lá existia.
A geração que veio ao depois irá contar, aos seus filhos e netos, sobre o começo da Associação Luso Brasileira, das suas piscinas, das brincadeiras dançantes e da Festa Portuguesa que lá aconteciam, dos encontros dos jovens em suas dependências. E as épocas dos primeiros cursinhos para ingressar nas faculdades das nossas escolas pioneiras de nível superior jamais foram esquecidas.
Os anos transcorreram muito rápido e uma nova geração passou a usufruir de outros "points". Do BB Batatas e das concentrações nos altos da Duque de Caxias chegaram à Getúlio Vargas, hoje uma autêntica passarela da moçada, não apenas em suas noitadas, como igualmente nas caminhadas nos diversos períodos do dia.
Em um futuro bem próximo, porém, para eles tudo isso será uma recordação idêntica às que muitas vezes tomam conta de nós e que, igualmente, atingirão os que desfrutam dos momentos atuais, mas que nunca serão esquecidos, pois irão figurar, como hoje, nas páginas do imaginário livro da vida.
Luciano Dias Pires - jornalista e editor do Bauru Ilustrado