O governo não tem disposição de negociar os pontos de tensão da reforma do Código Florestal, que impediram a votação do texto por três vezes, e anunciou que não há mais prazo para que o tema volte a ser debatido na Câmara dos Deputados, destaca a Agência Brasil.
Depois de mais de 12 horas de negociação na quarta-feira para levar um texto acordado entre o relator da proposta, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e o Executivo à votação no plenário, o governo viu surgir uma rebelião dentro de sua ampla base aliada de 17 partidos. Diante disso, agiu rápido e conseguiu adiar a votação. O texto deveria ir a plenário na próxima semana.
Entretanto, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), afirmou nesta quinta-feira que o governo não votará sem consenso e descartou a possibilidade de o texto ser levado a plenário como previsto. "Na semana que vem a gente não vai votar esse texto", disse.
Vaccarezza disse que na próxima semana pretende procurar os deputados da base aliada e da oposição para chegar a um acordo em torno do texto de Rebelo. "Não tem plano B", afirmou ele, endurecendo a posição do governo.