Ontem, a Secretaria Municipal de Saúde informou a confirmação pelo Instituto Adolfo Lutz de mais um caso de leishmaniose em Bauru, referente a 2010.
Trata-se de uma pessoa adulta do sexo feminino, de 43 anos, moradora do Núcleo Fortunato Rocha Lima, tratada no Hospital Manoel de Abreu. Sendo assim, em 2010 Bauru totaliza 32 casos da doença, sem óbitos. Em 2011, até o momento foram registrados nove casos, com dois óbitos.
A leishmaniose é transmitida por vetores da espécie Lutzomia longipalpis; mosquitos de tamanho diminuto e de cor clara, conhecidos comumente como mosquitos "palha", que vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico (como galinheiros).
Pessoas e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmiti-lo a outros indivíduos ao picá-los. Em região rural e de mata, os roedores e raposas são os principais; no ambiente urbano, os cães fazem esse papel.
Os animais infectados pelo mosquito palha apresentam como principais sintomas, o emagrecimento, crescimento das unhas e queda dos pelos.
Febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez são alguns dos sintomas apresentados pelos humanos, quando infectados. O período de incubação é muito variável: entre dez dias e dois anos.
Assim sendo, a manutenção da limpeza nos quintais, o acondicionamento correto do lixo orgânico (restos de comida, cascas de frutas, verduras e outros) são medidas preventivas contra a doença que devem ser tomadas pelos responsáveis pelos imóveis com edificações ou não no município.