Paris - Os especialistas franceses que investigam as causas do acidente no voo 447 da Air France acreditam que até segunda-feira poderão saber se os dados contidos nos registradores de voo do avião poderão ser analisados. As caixas-pretas do Airbus A330 que caiu no oceano Atlântico em 2009, causando a morte de 228 pessoas, chegaram a Paris ontem.
Jean-Paul Troadec, diretor do BEA (órgão francês de investigação), está confiante de que os dados poderão ser explorados. Segundo ele, são necessários ao menos três dias para identificar o estado de conservação das peças.
O diretor do BEA adiantou que a integralidade das conversas dos pilotos não será revelada. Todo o processo será filmado. Os trabalhos serão acompanhados pelo coronel Luís Cláudio Lupoli, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira.
Segundo o diretor do Instituto de Investigações Criminais da Polícia Militar francesa, o coronel François Daust, os dois corpos retirados do mar na semana passada estão sendo submetidos a testes de DNA. "Casos as análises indiquem que o DNA não poderá ser extraído, o trabalho de resgate será interrompido. Não há sentido resgatar corpos que não poderão ser identificados??, disse.