08 de julho de 2026
Internacional

Rebeldes líbios visitarão a Casa Branca

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Washington - Em ponto morto na batalha pelo controle da Líbia, os rebeldes estão fazendo progresso em seus esforços diplomáticos. Uma delegação do Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão que representa os oposicionistas, visitará hoje a Casa Branca.

O grupo, liderado por Mahmoud Jibril, deve se encontrar com o Conselheiro de Segurança Nacional, Tom Donilon, e outros funcionários do alto escalão.

Jibril é o porta-voz dos rebeldes no esforço pela liberação dos US$ 30 bilhões do regime de Muammar Gaddafi congelados por sanções nos bancos dos EUA.

Em um discurso no Brookings Institution, em Washington, Jibril disse ontem que os rebeldes enfrentam um problema financeiro "agudo" e pediu aos EUA que abram uma linha de crédito com este dinheiro.

Obama não se pronunciou sobre a proposta, mas o senador democrata John Kerry disse anteontem que pedirá ao Departamento de Estado que libere parte da verba.

Os EUA já gastaram do próprio bolso US$ 750 milhões nos bombardeios na Líbia, valor que pode prejudicar a luta de Obama pela recuperação econômica.

"Infelizmente, nós temos que arcar com os gastos", resumiu o secretário de Defesa, Robert Gates.


Londres


Em outra frente diplomática, os rebeldes abrirão um escritório na capital britânica.

O convite veio do premiê David Cameron, que enviou ainda equipamentos policiais para os rebeldes em Benghazi.


Combates


Já no campo de batalha, os rebeldes anunciaram a tomada da parte oeste da cidade de Misrata.

Rebeldes em Benghazi, reduto dos oposicionistas, chegaram a anunciar o controle total da cidade. Mas militantes em Misrata disseram à CNN que Gaddafi ainda controla a entrada oeste da cidade e a saída para Zlaitin.

Na capital Trípoli, a Otan voltou a bombardear o complexo de Bab al-Aziziya, que pertence a Gaddafi, matando ao menos três e ferindo 25.

Autoridades líbias não informaram se algum parente de Gaddafi ou o próprio ditador se feriram. Na quarta-feira à noite, a TV estatal líbia divulgou imagens de Gaddafi em uma reunião ao fim do dia.

São as primeiras difundidas desde um ataque aéreo da Otan em 30 de abril contra Bab al Azaziya -ocasião na qual o governo líbio afirmou que um filho de Gaddafi, Saif al Arab, e três netos do ditador foram mortos. Gaddafi teria conseguido escapar do local ileso.

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Mandado de prisão contra Gaddafi pode sair até o fim do mês


Trípoli - O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, afirmou ontem que um mandado de prisão do TPI (Tribunal Penal Internacional) contra o ditador líbio Muammar Gaddafi é "provável" até o final deste mês, segundo a agência de notícias Ansa.

"Se eu tiver que dar um parâmetro de tempo para o fim da missão (italiana) na Líbia, há um momento-chave, que é até o final deste mês, quando, de acordo com todas as probabilidades, o procurador do TPI emitirá os mandados de prisão contra o coronel Gaddafi e alguns membros de seu regime, talvez membros de sua família", disse.

Frattini considerou que o final do mês de maio representa um prazo para o líder líbio escolher uma outra saída, provavelmente o exílio. Isso porque após o lançamento de um mandado de prisão a situação mudará.

"A partir desse momento não será mais possível imaginar uma saída (espontânea) do poder e do país", disse.

"É evidente que, depois do lançamento do mandado de prisão, toda a comunidade internacional terá a obrigação jurídica, e não militar, de perseguir Kadhafi, como fizemos com Milosevic e Mladic", (líderes sérvios acusados de crimes de guerra pelo TPI), disse o chanceler.