10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

QUEM FUMA PUXA O GATILHO


| Tempo de leitura: 1 min


Tarso Genro, ex-ministro da Justiça, mostra que curte mesmo lidar com o crime não por sua postura como advogado criminalista, mas pelo envolvimento habitual com gente chegada a um ato ilícito.

A começar pelo seu passado comunista. Longe de querer apenas divulgar suas ideias libertárias e ideológicas, aprofundou-se na prática do terrorismo, assalto a banco e banditismo. Liberto das amarras com a lei pela anistia, passou a advogar para petistas desde a fundação do partido, na década de 80. Ali seu know-how expandiu-se exponencialmente, pois o que não faltou foram crimes políticos e eleitorais para especializar-se. E, de lambuja, ainda agregou conhecimento jurídico na defesa de crimes contra a administração pública, corrupção, descaminho, etc.

Como ministro da Justiça, favoreceu aos processos de indenização de gente que nem nascida durante o governo militar era, sendo responsável pelo aumento de 800% nas indenizações pagas apenas nos critérios político-indicativos-partidários. Aliviou a barra do chinês contrabandista amigo e ignorou crimes do MST. Sua obra prima foi jogar o Brasil numa sinuca de bico ao dar status de refugiado ao terrorista assassino Cezare Batisti.

Laureado para o governo sulista, recentemente conseguiu a proeza de discursar para centenas de estudantes numa universidade, dizendo que "... nunca viu ninguém matar por ter fumado um cigarro de maconha", afirmando que se deve ter tolerância com os consumidores da canabis.

Está certo ele: o maconheiro usuário só está "curtindo" a vida. Quem mata é o traficante que vende a droga. Quem mata é o sistema que o tráfico envolve, inclusive com o aliciamento de menores de idade para levarem as "trouxinhas" do cigarrinho do capeta até o "bom garoto" que não mata. Genro como este ninguém merece.


Ivan Goffi