08 de julho de 2026
Regional

Jovem foi levar droga no CDP e acabou presa

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Pâmela Tanasha Miranda, 20 anos, é um caso típico de mulher que vai para cadeia por causa do companheiro. "Eu trabalhava com carteira registrada quando meu companheiro foi preso por tráfico. Eu o visitava toda semana. Um dia levei maconha na vagina e fui presa. Quando ele saiu da prisão, veio me ver e terminou o relacionamento. Está preso de novo e tem outra namorada."


A jovem diz que se sentiu desvalorizada, porque fez tudo pelo companheiro e para ajudá-lo e não foi reconhecida. "Eu ficava na barraca de madrugada para poder visitá-lo. Tudo o que ele precisava, carinho, amor e atenção eu dei. Acabei presa e sozinha."

Ela frisa que tinha uma vida normal. "Tinha registro em carteira, era assistente de estoque, em uma boutique. Fui morar com ele, mas não sabia que ele traficava. Quando fui visitá-lo ele estava em desespero, precisava da maconha. Ele não me pediu, mas eu resolvi levar a maconha para dentro da cadeia. Fui presa em 12 de junho de 2009."

A detenta poderia ter conquistado a liberdade, mas no meio do caminho tentou entrar em Avaí, retorno de uma saidinha com um aparelho celular e dois carregadores. "Minha mãe estava doente e eu queria ter uma maneira de me comunicar. Peguei um ano de sindicância."

Visitas constantes durante um ano amenizaram a vida no cárcere, mas no momento, a presa não conta mais muito com os encontros. "Um ano minha mãe veio certinho. Depois a situação não estava muito boa lá fora para ela. Agora ela está trabalhando e não tem condições de vir toda semana. Eu sinto abandonada, no meio de 120 presas eu me sinto sozinha."

A falta de visitas é sinônimo de poucos produtos de higiene pessoal. "Eu já tive que vender uma roupa para comprar um sabonete, uma pasta de dente. Tenho outros parentes, mas nem todos podem entrar. Meu pai constrói barragens, está em outro Estado."

Pâmela conta com um defensor público e aguarda o regime aberto. "Um amigo prometeu uma advogada. Já puxei a cadeia de ponta, acredito que vou conseguir sair em breve."

Com mais de um ano no cárcere, ela admite que teve que abandonar a vaidade. "É muito difícil manter a boa aparência aqui dentro. Tenho amigas que me ajudam. Até para comer uma bolacha tenho que pedir para a família. Não quero mais essa vida, o que eu estou passando aqui só eu sei. Quero voltar a trabalhar. Não sou uma pessoa má, nunca fui envolvida com o crime, nem com comando, quero uma nova chance."

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??Meu namorado vai me livrar
das grades?


Edilaine Roja de Almeida tem apenas18 anos e já experimentou o gosto amargo de dormir e acordar dia após dia na prisão. Foi presa há sete meses por tráfico de entorpecente junto com o namorado. Com audiência prevista, ela ainda tem esperança de se livrar da cadeia.

"Meu namorado disse que vai assumir tudo na audiência. Se ele fizer isso, ficarei livre." O misto de menina/mulher ainda tem espinhas pelo rosto e acredita que não será abandonada pelo companheiro. Ela lembra que morava com a mãe e que ficou só dois meses sob o mesmo teto do namorado.

"Minha mãe não me desprezou. Ela me visita e me ajuda. Na minha idade, ficar presa é muito ruim. A comida não é estragada, mas é ruim. Estou sofrendo muito", confessa.