11 de julho de 2026
Política

Conselho retoma as atividades com foco na regulação de mototaxistas

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Com nova diretoria empossada na última semana, o Conselho de Usuários do Transporte Coletivo deve transformar em cobrança efetiva uma antiga reivindicação do órgão à Empresa Municipal do Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), acerca da regulamentação da atuação de mototaxistas na cidade. O assunto será um dos temas centrais da reunião que acontece a partir das 19h de hoje, na sede da empresa municipal.

O presidente do conselho, Pedro Valentim argumenta que, atualmente, esse serviço é cobrado indiscriminadamente, variando de acordo com a região da cidade e o horário das corridas. "Se o preço é mais caro a noite, isso deve ser tabelado, como acontece com os taxis. A faixa de preço hoje varia de R$ 5,00 a 9,00 e isso é um absurdo", reclama.

É sabido também que as empresas de mototaxi atribuem valores aos serviços prestados de acordo com o público que os procura, cobrando preços diferentes pelo mesmo trajeto. "O poder público, com a participação do conselho, deve ser responsável por definições como essas", acredita Valentim.

A falta de critérios para a cobrança pelas corridas não é o único problema decorrente da ausência de regulamentação do setor mototaxista. O presidente do conselho afirma que a medida proporcionaria mais segurança tanto aos trabalhadores quanto aos passageiros. "O cadastro vai ajudar os mototaxistas em casos de blitz policiais, inclusive quando estiverem sendo transportadas pessoas envolvidas com criminalidade com porte de entorpecentes por exemplo. Com a regulamentação, os mototaxistas terão uma carteirinha que vai garantir a identificação, o que gera também mais segurança aos usuários", explica.

Pedro Valentim afirma que também cobrará um estudo da Emdurb para saber qual o número de trabalhadores que exercem a atividade em Bauru. "O poder público não pode continuar sendo omisso em relação a isso", afirma.

Na reunião de hoje, a diretoria do conselho vai solicitar também a divulgação dos horários das linhas de transporte público no interior dos ônibus. "É uma medida que depende apenas de iniciativa e vai ajudar o munícipe. Sabendo dos horários, ele não vai ficar quase uma hora esperando pelo transporte, principalmente aos sábados e domingos", argumenta Valentim.

Além disso, a cobrança será forte em relação à instalação de abrigos nos pontos de coletivos. "Foi noticiada a licitação de 1.200, mas essa história já correu há algum tempo, mas nada foi feito. Queremos ação efetiva para que a população não fique exposta ao sol e à chuva", garante.

A nova diretoria do Conselho de Usuários do Transporte Público vai solicitar também o ingresso de mais dois conselheiros para o órgão. "Precisamos de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Sindicato dos Economistas, que ajudaria na análise das planilhas de custos submetidas ao conselho", pontua Valentim.


Reunião sem planilha


Mais uma vez, a Emdurb não entregou aos conselheiros as planilhas de custos que justificam a regulação do valor da passagem cobrado aos munícipes pelo transporte público. O presidente do conselho, Pedro Valentim, aguardou a entrega dos documentos ao longo de toda a tarde de ontem.

As planilhas são importantes para embasar os membros da diretoria do conselho nas discussões junto à Emdurb sobre o reajuste da tarifa, que é de R$ 2,10 atualmente. A proposta é de aumento em torno de R$ 2,26, mas a palavra final é do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).