07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

? Grande passo!

De passo em passo, de apoio em apoio, vai ficando cada vez mais próxima a conquista, por Bauru e região, da faculdade de medicina, pela qual já lutaram outras tantas gerações de bauruenses. Como mostra a manchete de hoje do JC, todas as lideranças da USP apoiam a implantação do curso no câmpus de Bauru. O novo prédio que o Centrinho construiu pode se tornar um hospital geral para abrigar também as atividades dos futuros alunos. Eis uma bela notícia, muito animadora e concreta em seus resultados.

? Novo asfalto

A cidade viveu nos últimos 20 anos uma estagnação monstruosa na sua capacidade de investimento. O governo Nilson Costa conseguiu investir cerca de R$ 10 milhões, há 10 anos, em asfalto. Mas no passado também se cometeu o absurdo de impermeabilizar as ruas sem obras complementares, como galerias de águas pluviais. Agora o prefeito de plantão tem de se atentar para novo paradigma: qualidade e prioridade.

? De olho nas ruas

Com investimentos em pavimentação que vão superar a R$ 20 milhões, o atual governo não pode achar que o bauruense vai se acomodar com o resultado fácil da instalação da benfeitoria: que rende dividendo eleitoral. O Executivo tem de garantir a qualidade do que está sendo instalado e aperfeiçoar os processos de escolha das ruas. Dezenas de ruas recapeadas já apresentam problemas e, em muitos casos, o pavimento novo não veio junto com obras no entorno.

? Corredor de ônibus

A prefeitura escolheu, por exemplo, pavimentar ruas de ônibus. Mas em alguns bairros o asfalto está sucumbindo a degradações porque na rua ao lado, ou acima, as enxurradas e a falta de galerias fez tudo rodar. Não é difícil encontrar esse tipo de problema. Tão importante quanto investir recursos vindos dos impostos em benfeitorias é ter responsabilidade na qualidade do serviço e na escolha adequada da execução.

? Veto aos corredores

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) vetou a inclusão pelos vereadores de algumas ruas ao seu projeto de lei que transforma diversas vias em corredores comerciais e de serviços, alegando vício de iniciativa. Em alguns casos, apontou ainda que as mudanças contrariavam o Plano Diretor Participativo.

? Colcha ampliada

Acontece que, embora negue, o Palácio das Cerejeiras promoveu uma colcha de retalhos, dessa vez ampliada, transformando em corredores alguns pontos isolados, muitas vezes em favor de interesses particulares. No entanto, até agora não se tem notícia da tão prometida revisão da lei de zoneamento, elaborada na década de 1980. Bauru espera por essa medida há anos.

? Apenas 48 horas

Como era esperado, o chamamento público da Sebes para as entidades sem fins lucrativos interessadas na execução do programa estadual Bom Prato em Bauru gerou polêmica. O edital foi publicado no sábado e o prazo para a manifestação das entidades e entrega de vasta documentação foi de apenas dois dias. Uma delas conseguiu liminar suspendendo o processo para que a administração se explique à Justiça. O argumento é de direcionamento da concorrência a outra entidade.