Washington - Os EUA impuseram ontem sanções ao ditador da Síria, Bashar Assad, e a seis altos assessores por abusos dos direitos humanos praticados na esteira dos protestos por democracia que, segundo ativistas, já mataram pelo menos 700 pessoas nos últimos dois meses.
A ação dura chega na véspera de um importante discurso do presidente Barack Obama sobre a política externa americana para o Oriente Médio e em meio às revoltas árabes e a novas tensões no impasse israelo-palestino.
Em termos práticos, ficam congelados bens das pessoas afetadas pelas sanções nos EUA. Indivíduos americanos e empresas sob jurisdição do país não podem negociar com elas.
Simbolicamente, é uma mudança importante na política americana ao país.
Antes considerado um líder com potencial modernizador, Assad hoje reconheceu que houve erros na repressão e culpou a polícia.
Em vão. As sanções já foram seguidas por pedidos de ações semelhantes em países como Alemanha e Suíça, e cresceram especulações sobre pressão internacional pela saída do sírio do poder.
Discurso
Se a Síria, a Líbia, o Iêmen e outros palcos de revoltas devem ser o foco do discurso de Obama, ele também vem tentando ligar a ebulição na região ao impasse entre Israel e os palestinos.
E faz isso um dia antes de se reunir com o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, na Casa Branca para discutir as interrompidas negociações de paz.